quarta-feira, 8 de outubro de 2025

A FALTA QUE VOCÊ ME FAZ

Aproveitando um momento que exige ampla discussão sobre as aberrações de diversos critérios de arbitragem que inviabilizam a tranquilidade daqueles que sonham em se destacar no esporte com um apito na boca... existe outra concepção de me tira do sério: A de que falta não é falta. Aquela que se diz que não apitar faltas aumenta a dinâmica do jogo. Pela bíblia esportiva, falta é qualquer contato ilícito que gere vantagem para quem o provocou. O próprio Filipe Luís andou elogiando árbitros que se omitiram em apitar faltas claras em nome da fluidez da partida. Isso é um verdadeiro absurdo. Aliás, no basquete, também andamos vendo a mesma aberração. O que alguém, em algum instante, pretendeu, foi ampliar o conceito de vantagem, instruindo que não se pare o jogo quando alguém que sofreu uma falta continuou com a posse clara da bola. Atualmente, os jovens árbitros de futebol acham bonito não apitarem faltas muito claras, principalmente nas regiões centrais do gramado. Sabem o que penso? Isso reduzirá a quantidade de gols validados. Se o árbitro não apitar faltas no início das jogadas, o VAR, certamente, o chamará para corrigir o erro. Os virtuosos estão sendo prejudicados pelos volantes de contenção em nome da beleza do jogo. Pode isso, Arnaldo? Faltas intencionais não são cogitadas para cartões amarelos. O drible curto vai desaparecendo. E os jovens apitadores se vangloriando do tempo de bola em jogo, mesmo que no pé de quem não sabe jogar.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

A ARBITRAGEM DE FATO E A ARBITRAGEM DE VÍDEO

O surgimento do VAR gerou um monstro no futebol brasileiro. O próprio Leonardo Gaciba, diretor de árbitros da época, deu uma entrevista afirmando que, a partir daquele momento, haveria duas arbitragens: a de fato e a de vídeo. Na arbitragem de fato, só devem ser penalizados os contatos que causem impacto. Na de vídeo, qualquer imagem onde apareça um contato aparentemente ilegal. Sabe aquela puxada de camisa, onde o uniforme do adversário aparece estendido na sua mão, mas não causa nenhum impacto em quem está vestindo? É um belo exemplo do que acabei de explicar. O Gaciba disse, então, que a arbitragem teria que optar por priorizar as imagens televisivas. Afirmou que seria inviável brigar com imagens nítidas. Só que o tempo passou, e todos andam escolhendo a arbitragem que querem aplicar, dependendo da cor da camisa e do personagem envolvido no lance. Ou seja, pode ser falta e pode não ser. Tipo “Você Decide”. O pênalti do Grêmio pode ter sido e pode não ter acontecido. O pênalti do Palmeiras, também. A expulsão do Danilo, idem. Isso está matando a credibilidade do futebol brasileiro. Urge uma intervenção de cima para baixo. É necessário que todos entendam no que o VAR deve intervir e o que os árbitros devem decidir. Enquanto isso, equipes de arbitragem com quase nenhuma sabedoria seguem atendendo seus impulsos e decidindo cada lance como melhor entenderem.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

O INFERNO SÃO OS OUTROS

Uma partida de futebol de altíssimo nível. Intensidade europeia. Duas equipes querendo propor o jogo. Notas artísticas muito acima da média. O problema é que a frase “O inferno são os outros”, de Sartre, vem de um clássico europeu. Reconheço que a torcida do Flamengo se desacostumou com esse tipo de análise, mas temos que reconhecer a verdade. Os mais jurássicos irão lembrar que meu amigo Cláudio Coutinho, nosso Jorge Jesus dos anos 80, queria reduzir o número de jogadores em campo. Afirmava que o jogo seria muito melhor com 10 x 10. Hoje, penso que querem 12 x 12. Vocês conseguem imaginar o time de ontem do Flamengo com mais o Pedro em campo? Ontem, pela primeira vez nesse Brasileirão, assisti a coletiva pós-jogo do Filipe Luiz e fui prestar muita atenção no posicionamento do Leonardo Jardim. A verdade é que o time do Cruzeiro é de nível semelhante ao do Flamengo. O plantel, não. Então, o Filipe tem que aprender, urgentemente, a modificar a forma de jogar através de substituições, respeitando o tempo mínimo necessário para uma boa atuação de um craque que venha do banco de reservas. Rossi e Cássio são goleiros inesquecíveis. Léo Pereira, Léo Ortiz, Fabrício Bruno e Villalba jogam em qualquer seleção do planeta. O Flamengo, com 4 tenores, Jorginho, Saúl, Arrascaeta e Carrascal, eleva p nível técnico da partida, mas centraliza a maioria dos ataques. O Cruzeiro, com Matheus Pereira, Kaio Jorge, Lucas Silva e Lucas Romero, espelha esse confronto. Aliás, os últimos adversários do Flamengo entenderam que a kryptonita rubro-negra é o congestionamento da região central do gramado. O Cruzeiro, que realizou adaptações táticas para enfrentar o Flamengo, repetiu a fórmula de utilizar até 3 jogadores congestionando também as laterais do gramado. O Leonardo Jardim afirmou que o Flamengo tem dificuldades quando os adversários alternam os corredores de ataque. Ao mesmo tempo, o Filipe disse que o Cruzeiro apresenta a linha defensiva mais alta da competição. Péra aí! Se todo mundo sabe isso... por que o Filipismo não procura alternativas eficientes? Por que ser uma equipe de uma nota só? Mesmo sabendo que essa nota é elevadíssima. O Lino, ontem, foi vaiado. O driblador sempre sofrerá enquanto tiver que enfrentar congestionamentos. Nem seus recordes de escanteios conquistados vieram para o jogo. Teve hater rubro-negro, após o jogo, perguntando a razão do Wallace Yan não ser mais aproveitado. A verdade é que o Flamengo sempre melhorou nos últimos terços de tempo de jogo em que ele esteve em campo. O problema é que quando se dá uma condição diferente para jogadores despreparados psicologicamente, os resultados são catastróficos. Vendo o crescimento de Cruzeiro e Palmeiras, aumenta minha dor em ter sido eliminado na Copa do Brasil por ter poupado no jogo de ida, e dado protagonismo para o menino em Belo Horizonte. Se alguém tiver dúvidas sobre o que estou falando, é só ver onde está o até então sólido Fortaleza por ter montado um time com Marinho e Deyverson. Muita gente também quer saber a razão do Plata ter tanta moral dentro do Filipismo. Ele tem muita entrega, disciplina tática, habilidade, mas não tem fome de gol. Exatamente o oposto do Luíz Araújo. O Lédio Carmona pediu a entrada do Pedro no intervalo do jogo. Dessa vez, concordei com ele. É lógico que fica mais fácil enfrentar a linha alta do Cruzeiro com o Plata jogando de 9. Só que, com o Pedro, penso que as linhas não serão tão altas assim. Ninguém, em sã consciência, deixará o Pedro no mano a mano.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

A SESTA RUBRO-NEGRA E O CACHORRO RAIVOSO

O esporte de alto rendimento tem componentes mentais, psicológicos, que, inclusive, determinam os principais vetores físicos. Dito isso... Pelo amor de Zico! Parem de falar nos perigos da altitude antes do Flamengo jogar no alto do morro... e parem de falar em cansaço antes de uma partida decisiva. Gostaria de saber a razão que levou os assistentes científicos rubro-negros a divulgarem os números do esforço de cada herói na partida em La Plata. Isso são informações confidenciais. Elas servem de apoio para as decisões seguintes do head coach. Além disso, a ciência determina que o primeiro cansaço sempre será psicológico. Se um atleta cansado enxergar um cachorro raivoso vindo na sua direção... garanto que volta a correr. É claro que concordo com o Filipismo quando prega que são necessários 3 dias de intervalo entre cada partida. E tenho consciência de que guerreamos na Argentina na quinta-feira, no horário global de 21h30, e que tivemos que pousar em São Paulo para enfrentar o Corinthians no domingo a noite. O exótico horário dominical de 20h30 é, exatamente, para cumprir o espaço legal entre 2 jogos. Assim como aconteceu contra o Vasco, no Itaquerão também enfrentamos um adversário que se preparou uma semana para nos enfrentar. Isso, por si só, já faz diferença. Só sei que a máquina rubro-negra resolveu descansar 30 minutos. Sabe aquela sesta pós-almoço, onde você acorda revitalizado? Pois é! Quando o Flamengo acordou, assustado com os latidos de um cachorro raivoso, o domínio foi total. O Filipe disse, na coletiva pós-jogo, que as linhas altas não funcionaram no primeiro terço de tempo de jogo. Disse que correr para trás, irritou os craques do nosso time. Disse que erramos sempre quando havia necessidade de profundidade. Péra aí! Se o time estava cansado, por que iniciar o jogo com linhas altas? Só sei que o Carrascal foi o melhor em campo mesmo na hora que o Flamengo não dominava. Sua capacidade de limpar as jogadas proporcionará inúmeras assistências para seus companheiros artilheiros. E o Rossi, hem? Se tornou recordista mundial em defender pênaltis sentado. Assisti, nas redes sociais, que ele, no Campeonato Argentino, já havia pegado um semelhante batido pelo De La Cruz, que atuava pelo River Plate. Por falar no debiloide Yuri Alberto, confesso que o fato dele se jogar acintosamente em todas as disputas com os zagueiros do Flamengo, provou mais repúdio até do a cobrança do pênalti, que misturou irresponsabilidade com incompetência. Voltando à questão das pernas pesadas nos primeiros 30 minutos de jogo, e relembrando que esse cronista sempre afirmou que futebol se ganha no último terço da partida... O incrível foi que, a partir do segundo terço, as pernas ficaram bem mais leves. O cansaço desapareceu. Até o Plata, que se extenuou em terras portenhas, não desejou descansar numa bola que saiu pela linha lateral. Aliás, o Dorival Jr tentou cravar que a bola era, claramente, deles. Assisti inúmeras vezes e tenho certeza de que os 2 jogadores (um do Corinthians, outro do Flamengo) tocaram simultaneamente na bola. Então, pela regra da pelada da minha rua, o lateral é de quem pegar a bola primeiro. Dito isso, a velocidade do nada cansado Plata, aliada à magia das bolas limpas do Carrascal, proporcionaram ao melhor 12º jogador do Brasil à marcar o gol da vitória. Simples assim.

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

4 MEIAS, 3 VOLANTES, 3 ZAGUEIROS

Na coletiva pós-jogo, o Filipe Luís assumiu que os atacantes do Flamengo, Lino, Pedro e Plata, não estavam conseguindo se conectar durante o jogo. Sei lá! Acho que minha paciência acabou. A maior arma que existe nas modalidades coletivas é o fator surpresa. E todo mundo já sabe como o Flamengo vai jogar. Quando exerci a função de técnico de basquete, que me levou à Calçada da Fama do clube, sempre pensei serem necessários padrões de jogos diferentes. Tínhamos formas de jogar com 1, 2 ou 3 pivôs. Outro diferencial dos esportes coletivos, é a luta incessante pela vantagem numérica de atletas em cada recorte do jogo. Contra o Vasco, identificamos que o Diniz compactou sua equipe, e congestionou, com defensores, todos os espaços que o Flamengo gosta de atacar. Ontem, o Estudiantes fez o contrário, esbanjou raça, e correu tanto, que ninguém conseguia trocar passes no campo argentino. Os argentinos realizaram perseguições com enorme agressividade e excesso de faltas cometidas. Congestionou as laterais do gramado (tipo River Plate em Lima), e provocou contra-ataques através de roubadas de bola na região central do gramado. O Filipismo já demonstrou enorme dificuldade em enfrentar a escola argentina. Contra o Central Córdoba, teve a pior derrota da sua trajetória. O fato deles marcarem com agressividade nossos laterais (na época era o Wesley), já tiraram todo o brilho ofensivo rubro-negro. Fica parecendo, inclusive, que eles estão com mais vontade do que nós. Então, a pergunta do milhão é a seguinte: Por que só jogar com 3 atacantes? Por que ceder a zona mais importante do campo para o adversário? Por que não ter, também, um padrão com 4 meio-campistas. Sigo com a convicção de que um meio de campo com Jorginho, Saúl, Arrascaeta e De La Cruz irá trazer a magia de volta. Nenhum grande time pode ter apenas uma só maneira de jogar. Ontem, para piorar, o Estudiantes deixava livre o homem da bola. O Saúl, por exemplo, deu 2 chutes repletos de veneno, que mereciam ter entrado. Só que, quando era o Léo Ortiz, ou o Léo Pereira, eles se atrapalhavam porque não tinham para quem passar a bola. Mudando de assunto, já confessei, aqui nesse espaço, que sou fã demais do goleiro Rossi. Ontem, ele levou um gol imperdoável, assumiu o grave erro, e garantiu que iria compensar dando ao Flamengo a vitória nos pênaltis. Isso é puro suco do alto rendimento esportivo. Só sei que, para conquistar a Libertadores e o Brasileirão, podemos manter o atual jogo posicional, mas precisamos ter, na sequência dentro das próprias partidas. 4 meias, 3 volantes, 3 zagueiros, e outras variantes para surpreender os adversários, não são nenhum bicho de 7 cabeças. Com um plantel experiente, repleto de craques que já atuaram em múltiplas funções, uma boa conversa pode resolver todos os nossos problemas.

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

CADEADOS NO TERRAÇO

Vocês já viram um sistema de segurança onde se colocam todos os cadeados no terraço de uma casa? Pois é! Essa foi a interessante inovação do Dinizismo para o jogo desse domingo. Tá certo que, no último terço do tempo de jogo, com as câimbras consequentes dessa estratégia, o Vasco teve que armar seu bunker no térreo mesmo, com os zagueiros parando de saltar nos nossos meias, e com os laterais evitando de cumprir duplas funções defensivas e, surpreendentemente, ainda assim, conseguiu apresentar nota artística superior à cavalaria titular do Flamengo, que vinham de apenas 48 horas de recuperação após a batalha contra o árbitro colombiano e seus comparsas. É inacreditável a falta de capacidade de relativização em tudo que envolve o tsunami Flamengo. O rubro-negro foi muito bem escalado para jogar contra o Vasco nesse domingo. Principalmente considerando que jogamos contra o Estudiantes, na quinta, e vamos levar o Plata para La Plata numa semana em que teremos árduas batalhas na Argentina e no Itaquerão, sem direito à retorno ao Rio de Janeiro. Essa temporada vem demonstrando trabalhos de técnicos que estão muito acima da média daquilo que nos acostumamos a observar. Abel Ferreira, no Palmeiras, Leonardo Jardim, no Cruzeiro e Rafael Guanaes, no Mirassol, estão até conseguindo colher um olhar diferenciado de alguns rubro-negros. Falando sobre Flamengo x Vasco, quero agradecer a torcida vascaína por ter estendido, antes da partida, uma faixa homenageando o 7 x 0. Afinal de contas, nos últimos 10 ex-clássicos dos milhões (agora a torcida do Vasco não vai mais), vemos 7 vitórias do Flamengo contra nenhuma do Vasco. Ontem, no ex-clássico contra o Vasco, a partida representou bem a diferença existente entre se preparar numa semana cheia... contra uma equipe que atuou num mata-mata da Libertadores menos de 72 horas antes. O jogo de ida do Flamengo contra o Estudiantes terminou por volta da meia-noite da quinta-feira. O Filipe sempre ensinou que são necessários 4 dias de trabalho para determinados atletas atingirem o frescor necessário para voltar aos gramados. E, para piorar, o jogo desse domingo, foi disputado numa tarde de sol de mais de 35 graus centígrados. Para piorar ainda mais, o Flamengo, historicamente, cai de produção em jogos que antecedem grandes decisões na Libertadores. Só sei que o Filipismo teve dificuldades para encantar contra um sistema defensivo diferente. A kryptonita do Diniz funcionou. Sempre será normal enfrentar linhas baixas, compactas, quase que construindo um muro perto da sua própria meta. Ontem, o Diniz subiu essas linhas. Não confundam com pressão de linhas altas. A intenção do Vasco não foi a de roubar bolas. Eles só queriam congestionar a região do campo onde o Flamengo gosta de ficar trocando passes. Nós assistimos, comumente, na tela da TV, 5 ou 6 defensores vascaínos em cada jogada, em qualquer momento de posse de bola do Flamengo. A defesa compacta acompanhava a linha da bola. É claro que, jogando dessa maneira, o Vasco deveria ter aberto o bico no último terço do tempo de jogo. Principalmente quando o Filipe colocou, acertadamente, Arrascaeta, Pedro, Lino, Viña e Luiz Araújo no gramado. O problema maior é que a supermotivação vascaína, somada à baixa nota artística rubro-negra, equilibrou o que não deveria ser equilibrado. Quem me segue há muito tempo vai lembrar que sempre enalteci o caráter e a personalidade do cria Hugo Moura. Sempre afirmei que ele vinha de uma família exemplar. Ontem, sua determinação foi tão marcante que nossos meias não encontraram espaços para brilhar. Teve hater confundindo lançamentos em profundidade com chutões. O jogo pedia ligações diretas entre a defesa e o ataque. A questão é que erramos a maioria desses passes longos... e não tínhamos duas fumaças que fossem mais rápidas do que os lentos defensores vascaínos. Afinal de contas, para que serve o Wallace Yan? Ainda dói quando lembro que ele foi protagonista na única eliminação dessa temporada. Penso que jamais perdoarei essa insanidade. Passando a comentar sobre atuações pífias individuais de quem não estava recuperado para esse confronto, confesso que não gostei do Carrascal. Principalmente porque a expectativa é de que ele substitua o mago Arrascaeta, sempre que necessário. Vi um atleta ainda fora de forma, que chegou atrasado na maioria dos lances, que não acompanhou algumas jogadas e que, fundamentalmente, perdeu a maioria das bolas divididas. É claro que reconheço que ele tentou jogar, o máximo de tempo, dentro da área adversária, e isso proporcionou seu primeiro gol com o manto rubro-negro. O Ayrton Lucas é outro que passa a impressão de que perdeu o brilho, mas temos que reconhecer que o Viña também entrou errando tudo que tentou. O Ayrton, inclusive, andou cedendo escanteios desnecessários para o adversário. O Royalindo foi outro que não conseguiu superar um bloqueio que dava botes antecipados gerando uma marcação quase individual. Outro craque de quem faço parte do fã-clube, mas que jogou atrapalhado demais, ontem, foi o Danilo. A tv, inclusive, sempre mostrava ele balançando a cabeça negativamente. Sei lá, andaram culpando o goleiraço Rossi que, mais uma vez, ficou em dúvida em uma saída de gol. Só que tenho convicção de que se o Léo Pereira estivesse em campo, protegendo a região esquerda da área, o Rayan não precisaria estar sendo marcado por Saúl e Carrascal, e não conseguiria tanta liberdade para cabecear com precisão. Só sei que a cabeçada do jovem prospect vascaíno foi tão feliz que conseguiu encobrir até o Ayrton Lucas, que ficou na cobertura do nosso goleiro em cima da linha de gol. É importante que se esclareça que, no Filipismo, o goleiro tem que sair do gol nas bolas paradas, e isso foi o fator que gerou dúvidas no Rossi que, nitidamente, percebeu que não era bola para sair. A verdade é que a dúvida é o pior sentimento que pode surgir num goleiro.

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

CHORO DE VENCEDOR

O Flamengo é um time europeu jogando na América do Sul. A afirmação do Carpini, jovem técnico do Juventude, ontem, foi mais verdadeira do que nunca. O problema é que o Estudiantes é um time sul-americano jogando na América do Sul. E para piorar, o árbitro colombiano também era, ontem, um árbitro sul-americano apitando na América do Sul. Amei a responsável declaração do Filipe Luís afirmando que não existe roubo no esporte. O que existem são erros graves, imperdoáveis. E, ontem, vimos uma das equipes de arbitragem mais despreparadas da história da Libertadores. A prepotência passou até pelo 4º árbitro, que pensou que poderia alertar o técnico argentino sobre a necessidade de substituir um lateral que seria expulso na próxima falta excessiva. A verdade é que, no futebol, o fator ‘imponderável’ costuma ser decisivo. A cultura argentina prega a disputa por espaço por cada centímetro do campo. O mental deles é fortíssimo. E jamais darão nada de graça para ninguém. Outra verdade é que sempre temi vencer uma partida antes da hora. Quando se consegue ampla vantagem no primeiro terço da partida, a tendência é puxar o freio de mão na sequência do jogo. E não iremos parar de falar que futebol se decide somente nos últimos trinta minutos jogados. Voltando a falar sobre arbitragem, o que foi a expulsão do Plata? No lance, mão do argentino e pênalti para o Flamengo. O Var, infelizmente, deveria estar no banheiro nessa hora. Na sequência, o Plata interceptou a bola e foi chutado por outro argentino, em lance que seria falta para o Flamengo e cartão amarelo para o defensor adversário. O árbitro? Vocês já sabem o final dessa novela colombiana. O gol do Estudiantes? A bola bateu na mão do atacante argentino, o que, pela regra europeia, anularia a sequência do lance. Por falar em regra europeia, na Espanha se julga cartões amarelos. Em Madrid, o Plata seria absolvida e poderia participar da 2ª mão em La Plata. Enfim... Vamos falar um pouco do futebol ponderável? O início da partida me lembrou aquelas lutas do Mike Tyson. Com os argentinos representando o Maguila. No segundo tempo, os Hermanos voltaram com duas linhas de 6... Com o árbitro na primeira linha, atuando de líbero... E o 4º árbitro na segunda, orientando com uma liderança invejável. É... tá difícil falar só de futebol. Péra aí. O Carrascal não é o substituto do Arrascaeta? Será que foi o 4º árbitro que soprou na orelha do Filipe para colocar o Luíz Araújo? Pronto! Já estou eu falando de arbitragem de novo. Vou tentar falar só do ponderável novamente. Que partida dos laterais do Flamengo. A alternância entre direita e esquerda é uma enorme novidade. Ayrton Lucas e Varella vão brilhar muito no resto dessa temporada. Ontem, o cruzamento do Ayrton para o golaço do Varela premiou esse novo comando do Filipismo. E o gol que o Pedro não fez porque resolveu não chapar cruzado? Revi o lance e acho que ele foi genial. O problema é que o Muslera, que já andou fazendo milagres defendendo o gol uruguaio contra a Argentina, ontem, com 39 anos de idade, realizou uma defesa improvável. Por falar em goleiros geniais, como o Rossi melhora sua colocação a cada jogo. Ele está sempre no lugar certo. No centímetro correto. Tem hater rubro-negro que não gosta disso. Prefere aquelas defesas que, pelo fato do arqueiro estar fora da posição ideal, tem que fazer movimentos circenses para não levar o gol.