terça-feira, 7 de outubro de 2025
A ARBITRAGEM DE FATO E A ARBITRAGEM DE VÍDEO
O surgimento do VAR gerou um monstro no futebol brasileiro.
O próprio Leonardo Gaciba, diretor de árbitros da época, deu uma entrevista afirmando que, a partir daquele momento, haveria duas arbitragens: a de fato e a de vídeo.
Na arbitragem de fato, só devem ser penalizados os contatos que causem impacto.
Na de vídeo, qualquer imagem onde apareça um contato aparentemente ilegal.
Sabe aquela puxada de camisa, onde o uniforme do adversário aparece estendido na sua mão, mas não causa nenhum impacto em quem está vestindo? É um belo exemplo do que acabei de explicar.
O Gaciba disse, então, que a arbitragem teria que optar por priorizar as imagens televisivas. Afirmou que seria inviável brigar com imagens nítidas.
Só que o tempo passou, e todos andam escolhendo a arbitragem que querem aplicar, dependendo da cor da camisa e do personagem envolvido no lance.
Ou seja, pode ser falta e pode não ser. Tipo “Você Decide”.
O pênalti do Grêmio pode ter sido e pode não ter acontecido. O pênalti do Palmeiras, também. A expulsão do Danilo, idem.
Isso está matando a credibilidade do futebol brasileiro.
Urge uma intervenção de cima para baixo. É necessário que todos entendam no que o VAR deve intervir e o que os árbitros devem decidir.
Enquanto isso, equipes de arbitragem com quase nenhuma sabedoria seguem atendendo seus impulsos e decidindo cada lance como melhor entenderem.
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