sexta-feira, 26 de setembro de 2025
4 MEIAS, 3 VOLANTES, 3 ZAGUEIROS
Na coletiva pós-jogo, o Filipe Luís assumiu que os atacantes do Flamengo, Lino, Pedro e Plata, não estavam conseguindo se conectar durante o jogo.
Sei lá! Acho que minha paciência acabou.
A maior arma que existe nas modalidades coletivas é o fator surpresa.
E todo mundo já sabe como o Flamengo vai jogar.
Quando exerci a função de técnico de basquete, que me levou à Calçada da Fama do clube, sempre pensei serem necessários padrões de jogos diferentes. Tínhamos formas de jogar com 1, 2 ou 3 pivôs.
Outro diferencial dos esportes coletivos, é a luta incessante pela vantagem numérica de atletas em cada recorte do jogo.
Contra o Vasco, identificamos que o Diniz compactou sua equipe, e congestionou, com defensores, todos os espaços que o Flamengo gosta de atacar.
Ontem, o Estudiantes fez o contrário, esbanjou raça, e correu tanto, que ninguém conseguia trocar passes no campo argentino. Os argentinos realizaram perseguições com enorme agressividade e excesso de faltas cometidas.
Congestionou as laterais do gramado (tipo River Plate em Lima), e provocou contra-ataques através de roubadas de bola na região central do gramado.
O Filipismo já demonstrou enorme dificuldade em enfrentar a escola argentina. Contra o Central Córdoba, teve a pior derrota da sua trajetória. O fato deles marcarem com agressividade nossos laterais (na época era o Wesley), já tiraram todo o brilho ofensivo rubro-negro. Fica parecendo, inclusive, que eles estão com mais vontade do que nós.
Então, a pergunta do milhão é a seguinte:
Por que só jogar com 3 atacantes? Por que ceder a zona mais importante do campo para o adversário?
Por que não ter, também, um padrão com 4 meio-campistas.
Sigo com a convicção de que um meio de campo com Jorginho, Saúl, Arrascaeta e De La Cruz irá trazer a magia de volta.
Nenhum grande time pode ter apenas uma só maneira de jogar.
Ontem, para piorar, o Estudiantes deixava livre o homem da bola. O Saúl, por exemplo, deu 2 chutes repletos de veneno, que mereciam ter entrado.
Só que, quando era o Léo Ortiz, ou o Léo Pereira, eles se atrapalhavam porque não tinham para quem passar a bola.
Mudando de assunto, já confessei, aqui nesse espaço, que sou fã demais do goleiro Rossi. Ontem, ele levou um gol imperdoável, assumiu o grave erro, e garantiu que iria compensar dando ao Flamengo a vitória nos pênaltis. Isso é puro suco do alto rendimento esportivo.
Só sei que, para conquistar a Libertadores e o Brasileirão, podemos manter o atual jogo posicional, mas precisamos ter, na sequência dentro das próprias partidas. 4 meias, 3 volantes, 3 zagueiros, e outras variantes para surpreender os adversários, não são nenhum bicho de 7 cabeças. Com um plantel experiente, repleto de craques que já atuaram em múltiplas funções, uma boa conversa pode resolver todos os nossos problemas.
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