segunda-feira, 29 de setembro de 2025
A SESTA RUBRO-NEGRA E O CACHORRO RAIVOSO
O esporte de alto rendimento tem componentes mentais, psicológicos, que, inclusive, determinam os principais vetores físicos.
Dito isso...
Pelo amor de Zico! Parem de falar nos perigos da altitude antes do Flamengo jogar no alto do morro...
e parem de falar em cansaço antes de uma partida decisiva.
Gostaria de saber a razão que levou os assistentes científicos rubro-negros a divulgarem os números do esforço de cada herói na partida em La Plata.
Isso são informações confidenciais. Elas servem de apoio para as decisões seguintes do head coach.
Além disso, a ciência determina que o primeiro cansaço sempre será psicológico. Se um atleta cansado enxergar um cachorro raivoso vindo na sua direção... garanto que volta a correr.
É claro que concordo com o Filipismo quando prega que são necessários 3 dias de intervalo entre cada partida.
E tenho consciência de que guerreamos na Argentina na quinta-feira, no horário global de 21h30, e que tivemos que pousar em São Paulo para enfrentar o Corinthians no domingo a noite. O exótico horário dominical de 20h30 é, exatamente, para cumprir o espaço legal entre 2 jogos.
Assim como aconteceu contra o Vasco, no Itaquerão também enfrentamos um adversário que se preparou uma semana para nos enfrentar. Isso, por si só, já faz diferença.
Só sei que a máquina rubro-negra resolveu descansar 30 minutos. Sabe aquela sesta pós-almoço, onde você acorda revitalizado?
Pois é! Quando o Flamengo acordou, assustado com os latidos de um cachorro raivoso, o domínio foi total.
O Filipe disse, na coletiva pós-jogo, que as linhas altas não funcionaram no primeiro terço de tempo de jogo. Disse que correr para trás, irritou os craques do nosso time. Disse que erramos sempre quando havia necessidade de profundidade.
Péra aí! Se o time estava cansado, por que iniciar o jogo com linhas altas?
Só sei que o Carrascal foi o melhor em campo mesmo na hora que o Flamengo não dominava. Sua capacidade de limpar as jogadas proporcionará inúmeras assistências para seus companheiros artilheiros.
E o Rossi, hem? Se tornou recordista mundial em defender pênaltis sentado. Assisti, nas redes sociais, que ele, no Campeonato Argentino, já havia pegado um semelhante batido pelo De La Cruz, que atuava pelo River Plate.
Por falar no debiloide Yuri Alberto, confesso que o fato dele se jogar acintosamente em todas as disputas com os zagueiros do Flamengo, provou mais repúdio até do a cobrança do pênalti, que misturou irresponsabilidade com incompetência.
Voltando à questão das pernas pesadas nos primeiros 30 minutos de jogo, e relembrando que esse cronista sempre afirmou que futebol se ganha no último terço da partida...
O incrível foi que, a partir do segundo terço, as pernas ficaram bem mais leves. O cansaço desapareceu.
Até o Plata, que se extenuou em terras portenhas, não desejou descansar numa bola que saiu pela linha lateral.
Aliás, o Dorival Jr tentou cravar que a bola era, claramente, deles. Assisti inúmeras vezes e tenho certeza de que os 2 jogadores (um do Corinthians, outro do Flamengo) tocaram simultaneamente na bola.
Então, pela regra da pelada da minha rua, o lateral é de quem pegar a bola primeiro. Dito isso, a velocidade do nada cansado Plata, aliada à magia das bolas limpas do Carrascal, proporcionaram ao melhor 12º jogador do Brasil à marcar o gol da vitória. Simples assim.
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