segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Brasília chega, mas não ultrapassa... e Bauru conquista algo que já tinha conquistado

Chegar é uma coisa... ultrapassar é outra...

já dizia o pessoal da Fórmula 1.

Jogar bem é uma coisa... vencer é outra.

"Jogamos errado no fim do jogo...

Permitimos o mismatch... e caí marcando o Hettsheimer.

O pior foi que o Cipolini acabou marcando o Ricardo Fischer.

Isso foi fatal"

Essa declaração do Magic Fúlvio após a derrota para Bauru, na Panela de Pressão, por 94 x 92...

é auto-explicativa.

E não foi só isso.

"O Deryk acelerou um arremesso... para que nós pudéssemos ter o último ataque.

Tivemos a posse de bola faltando 5 segundos para o término... e não soubemos atacar"

Perfeito... ou quase.

De onde saiu a ideia do Fúlvio cobrar o último lateral?

Isso até existe... mas ele teria que receber a bola de volta.

Só sei que o último ataque...

tinha que ser decidido (arremesso ou assistência)... por um dos armadores (Deryk ou Fúlvio).

O momento do Arthur não permitia essa aventura.

Só sei que Bauru... que não tem nada com isso...

decidiu nas mãos do Ligeirinho.

Ele se aproveitou das trocas não inteligentes... da defesa candanga...

passou como quis... pelo gigante Cipolini...

e conquistou o bi... do Troféu Cláudio Mortari.

Vencer o troféu Mortari...

não é nada, não é nada... não é nada.

Adoro factóides...

mas criar um troféu para ser disputado entre os vencedores da Liga Sul-Americana... e da Liga das Américas... é um pouquinho demais.

A Sul-Americana é classificatória para a competição maior.

Os grandes não participam.

Seria como criar um troféu, no futebol... para ser disputado entre os vencedores da Série A e Série B.

Bauru já havia conquistado as Américas...

e nenhum troféu pode tirar isso.

Bauru segue na sua luta por crescimento.

O Demétrius segue dando jogo para o Robert Day.

Ontem, ele jogou 32 minutos.

Seus números ainda não são compatíveis.

10 pontos e 11 de eficiência. Deveria ser bem melhor.

O Léo Meindl jogou pouco.

Apenas 17 minutos e 4 de eficiência.

Isso quase custou a vitória.

Fischer (26), Alex Garcia (21), Hettsheimer (20) e Jefferson (15) garantiram a eficiência da equipe.

O Murilo ainda está completamente fora de forma...

e o Paulinho Boracini zerou (pontos e eficiência).

O pessoal da seita Moon deve ter surtado...

O primeiro quarto foi 31 x 29 para Bauru.

Um jogo de acertos.

Como os deuses do basquete adoram.

Muita plástica, tiros certos e enterradas.

A audiência subindo.

Brasília sentiu nas trocas.

A combinação de defesas do Bauru funcionou.

Péra aí...

como pode um sistema defensiva que tomou 92 pontos ter funcionado?

A garotada Moon pira.

Mas basquete tem isso.

Trocas de cestas...

Trocas de sistemas defensivos... na hora certa.

O bote certo...  na hora certa.

E a vitória de ontem foi para quem merecia conquistar... o que já tinha conquistado.

O troféu Cláudio Mortari vale pela homenagem à um grande personagem do nosso esporte


Fischer soube explorar muito bem os mismatch provocado pelas trocas na defesa de Brasília



domingo, 31 de janeiro de 2016

Bial, com verba e planejamento... sem norte-americanos... com o Mestre Jedi Davi... assinala 88 pontos e mostra que o 'Jogo não Mudou'

Basquete é sinônimo de emoção + entretenimento.

Então... como não assistir ao jogo Solar Cearense 88 x 65 Liga Sorocabana... ao vivo, na Rede Tv?

Marcel comentando...

Bial de um lado... e o Rinaldo, tentando se esconder, de outro.

Três grandes protagonistas do Basquete Brasileiro.

O Bial, que está realizando sua melhor temporada no Ceará...

deu uma entrevista ao repórter da Rede Tv:

"Esse ano, tivemos planejamento e verba".

Vou confessar uma coisa.

Esse ano não tive planejamento... muito menos verba.

Por isso... entrei tarde no NBB.

Esse 'Ora, Bolas!' não costuma dar uma de adivinhão.

Muito menos de Mãe Dinada...

Mas o prognóstico científico desse NBB... dá para fazer.

Flamengo e Bauru são os enormes investimentos.

Consequentemente, os grandes favoritos.

Seus técnicos estão buscando o volume de jogo ideal...

e tentando encontrar os sistemas táticos adequados para suas formações alternativas.

Se encontrarem... decidem o NBB, a Liga das Américas... e qualquer outra coisa que disputarem.

Se não encontrarem...

Esse 'Ora, Bolas! já havia falado...

que Brasília, Mogi e Paulistano... vinham babando no retrovisor.

Essas equipes têm... como objetivo primário... o terceiro lugar da competição.

Só que seus técnicos não devem ler isso.

Eles têm a obrigação de encontrar soluções para amortizar...

o volume no garrafão... de Meyinssé, JP Batista, Hettsheimer, Murilo e cia.

Se conseguirem... disputam o título.

Só que nós... não havíamos assistido a nenhum jogo do time cearense.

Então vai lá...

até porque somos fãs de carteirinha do grande Bial.

Esse plantel está no mesmo nível de Mogi, Brasília e Paulistano.

Só acho que faltam norte-americanos.

Só não vale falarem do Rashaum... ele já fala português.

Queiram ou não... eles costumam fazer a diferença.

Mas o Bial é tipo Edvar Simões.

O Edvar também não gostava muito de contratar estrangeiros.

Eles não são 100% obedientes... e, as vezes (somente as vezes), criam sérios problemas.

Só tenho que reconhecer que, assim, o trabalho fica mais bonito... e eficiente.

O armador Davi está jogando num ritmo alucinante.

16 pontos, 12 assistências e 24 de eficiência.

O duelo com o cestinha Neto, da Liga Sorocabana, foi digno da saga "Guerra nas Estrelas".

Só que o Davi provou a força de um Mestre Jedi.

Tiagão... 15 pontos e 18 de eficiência.

Assim como o Gui Giovanonni e o Cipolini (Brasília)... o Tiagão tem presença dentro e fora do garrafão.

Isso ajuda demais.

Felipe... 13 pontos, 6 rebotes e 17 de eficiência.

Toledo... 11 pontos, 7 rebotes e 16 de eficiência.

Duda Machado... 13 pontos e 10 de eficiência.

Considerando que Rashaum e Audrei não atuaram... porque estavam com infecção...

e o Léozão... o Victor... e o Sualisson... são úteis demais...

concluímos que o Solar Cearense tem volume para sonhar alto nesse NBB.

PS. Meu mundo caiu!

Esse 'Ora, Bolas!' entrou numa cruzada solitária...

contra essa verdadeira seita... tipo reverendo Moon...

que só pensa naquilo.

É óbvio que consideramos a defesa... como algo vital no sucesso de qualquer equipe.

Mas os deuses do basquete...

reverenciam os grandes cestinhas da história...

e isso ninguém conseguirá modificar.

Afinal de contas... o jogo se chama "Bola ao Cesto"... e não "Defesabol".

Como é um esporte de precisão...

tipo tiro ao alvo...

temos a consciência...

que um desgaste defensivo excessivo... exagerado...

provoca erros infantis no ataque.

Ninguém consegue atirar bem... se estiver completamente ofegante.

Ontem, durante a transmissão...

meu ídolo Marcel...

um dos mitos da história do Basquete Brasileiro...

mesmo sem marcar ninguém...

disse que o "jogo mudou".

falou que "se eu não te deixar arremessar... você não faz a cesta".

Marcel...

o mundo inteiro tentou impedir que você arremessasse.

Ninguém jamais conseguiu.

Afinal de contas...

o ataque tem o privilégio da ação...

enquanto a defesa tem a necessidade da interpretação... da reação... e da decisão.

O ataque joga 3 tempos na frente da defesa.

Minha sorte foi que... em seguida... ele declarou que Cadum, Maury, Guerrinha... tinham o entendimento do jogo...

e que sempre proporcionaram arremessos livres para seus companheiros.

Fiquei aliviado.

Porque já estava vendo a hora em que o Oscar Schmidt apareceria dizendo que a única coisa que importa, no basquete, é defender.








sábado, 30 de janeiro de 2016

Deryk Meteoro

O 'Ora, Bolas! é uma crônica... que tem por objetivo ressaltar apenas algumas questões... extraídas dos jogos midiáticos... que temos oportunidade de acompanhar.

Nossa intenção não é informar...

nem atender quem não está antenado na partida analisada.

Ontem, assistimos Franca 71 x 79 Brasília... em Franca.

Foi a oitava vitória consecutiva do time de Brasília.

Um resultado que coloca o time candango na terceira colocação do NBB.

Não tenho dúvidas ao afirmar que Flamengo e Bauru estão alguns degraus na frente da concorrência.

O que transforma o terceiro posto... como um objetivo inicial a ser alcançado.

Traduzindo...

Primeiro, formatar a equipe para derrotar os iguais.

Depois... ganhar volume, consistência e plantel... para derrotar os maiores investimentos.

Vivo o basquete desde o início dos anos 70.

Não me lembro de ter visto um jovem talento... se transformar em grande craque...

num espaço de tempo tão reduzido.

Num jogo aonde o CEUB / Brasília manteve sua invencibilidade em 2016...

e se manteve vitorioso sob o comando do iniciante Bruno Savignani...

o armador Deryk Ramos prosseguiu na sua evolução meteórica.

Deryk anotou 20 ou mais pontos... pela sexta vez... nos últimos 7 jogos.

Ontem, 26 pontos, 7 rebotes, 9 faltas recebidas... e 22 de eficiência.

Esse 'Ora, Bolas!... que se considera infalível na detecção de talentos...

estampou várias manchetes... quando o Deryk atuava por Limeira.

Sempre afirmamos... que Limeira possuía um reserva para o Nezinho... de altíssimo nível.

Nessa temporada...

fomos surpreendidos com sua convocação para a Seleção Principal... do Rubén Magnano.

Afirmamos, na época... que ainda faltava a ele uma temporada como protagonista no NBB.

Não falta mais.

Ontem, enfrentando o próprio Nezinho (que agora joga em Franca)... mais uma atuação de gala.

O Nezinho, que não é bobo nem nada... preferiu tentar marcar o Magic Fúlvio.

O técnico de Franca, Lula Ferreira... cobrava dos seus comandados... "mais estratégia para jogar".

Bem que ele tentou parar o Deryk...

mas a coisa não anda fácil para niguém.

Brasília jogou sem o Giovanonni.

Quando o vento anda soprando a favor... as coisas boas não param de acontecer.

Como é notório que Brasília necessita encorpar seu plantel...

para sonhar com algo maior do que o terceiro lugar...

o garimpo de ontem foi o ala Diego.

Ele anotou 10 pontos... jogou de 4... ajudou demais no garrafão...

e se tornou mais uma importante peça no tabuleiro candango.

O Coimbra, com 13 de eficiência... é outra peça vital no sonho brasiliense.

Podem ter certeza... que para enfrentar Meyinssé, JP Batista, Murilo, Hettsheimer e cia... o Coimbra será um dos grandes fiéis da balança.

A evolução meteórica do armador Deryk, de Brasília, está impressionando todo o NBB

O pivô Coimbra será o fiel da balança do time brasiliense na fase de play offs do NBB

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

E quando a bola não cair?

Tenho um carinho todo especial pelo basquete de Bauru.

E possuo uma enorme sede de aprendizado... em tudo relacionado ao basquetebol.

Estou apostando alto... que o Pashoalotto acertou, em cheio...

na escolha do substituto do super-técnico Guerrinha.

O super-talentoso comentarista do Sportv, Renatinho...

durante uma das transmissões ao vivo... da primeira fase da Liga das Américas...

disse que Bauru tem um arsenal... de tiros de 3 pontos.

Mas que se preocupa muito... quando a bola começa a teimar a não cair.

Que foi assim na final do NBB... do ano passado...

no segundo jogo contra o Real Madrid...

e...  na semana passada... no Rio de Janeiro, contra o Flamengo.

Nessa mesma semana... tive a oportunidade de comentar o jogo Macaé x Bauru... para a Rádio Auri-Verde, de Bauru.

Isso aumentou minha curiosidade... e minha atenção... ao trabalho desenvolvido pelo Demétrius...

a frente do plantel bauruense.

A primeira coisa que me chamou a atenção...

quando o jogo em Macaé já estava decidido a seu favor...

foi a escalação de uma formação com 3 pivôs.

Vou tentar responder o questionamento do Renatinho...

utilizando as ferramentas... que o Demétrius está desenvolvendo...

com muita inteligência.

Assisti, gravando... os 3 jogos do Bauru, na Argentina.

E vi um time crescendo a cada decisão.

O time titular... é o time titular!

Campeão das Américas.

Nele não se mexe.

Pode chutar a vontade.

Esse time é capaz de derrotar qualquer adversário nessa temporada.

A prioridade... agora... é desenvolver novas formações.

Prestem atenção!

Basquete é complicado mesmo.

Não estou falando em desenvolver novos jogadores.

Todos sabem jogar... e estão bem treinados.

Estou falando em dar sistemas táticos diferentes... para novas formações.

Fischer, Alex, Day, Jefferson e Hettsheimer... é o time que começa o jogo.

E ninguém tem que questionar isso.

A única coisa diferente que eu implementaria... e já dizia isso para o Guerrinha, no ano passado...

seria uma jogada especial para o Day arremessar.

Todos os outros arremessam naturalmente.

Ele... por ser atirador de elite galático... mereceria uma jogada só para ele.

Isso daria uma moral a mais... para um artilheiro que pode fazer toda a diferença.

Daí para frente...

O Meindl no lugar do Day... já muda muita coisa.

O Meindl é mais completo.

O time continua querendo chutar de fora... mas ganha mais presença dentro do garrafão.

A grande sacada do Demétrius está sendo jogar com o Fischer... e o Boracini, juntos...

e mais 3 pivôs.

Fischer, Boracini, Meindl, Hettsheimer e Murilo.

Esse time vai jogar dentro... com certeza.

Quando digo dentro...

estou me referindo a um volume maior de tiros de 2... do que de 3.

Sem arremessos de 3... ninguém consegue jogar basquete... nos dias de hoje.

O Murilo ainda está fora da sua melhor forma.

Não tenho dúvida...

que pick'n rolls dos armadores... com Murilo e Hettsheimer... aumentarão, em muito... a pontuação dentro do garrafão... que todos desejam.

Outra coisa que penso que Bauru tem que resolver...

são os critérios da falta de ataque... no poste baixo.

O Hettsheimer... na posição 5... gira utilizando seu marcador.

Pode ou não pode?

Tem árbitro que adora apitar esse tipo de lance.

Principalmente, se o marcador se atirar para trás.

Acho que o Demétrius deveria procurar a Comissão de Arbitragem...

e buscar uma solução para esse problema.

Antes que que ele surja num jogo decisivo.

Tem formações que não funcionaram.

Independente da qualidade dos jogadores.

É questão química...  questão tática.

Boracini, Day, Jefferson, Meindl e Murilo... foi uma delas.

O jogo, para o Demétrius... virou uma partida de xadrez.

Um lance certo... ou um lance errado... às vezes, custa mais de 10 pontos de diferença no placar.

Quem cresceu de importância... nessa história toda...

foi o menino Wesley Sena.

Ele... atuando com mais pivôs ao seu lado... ganhou consistência... e minutos em quadra.

O jovem Ricardo Fischer também cresceu... em liderança... e personalidade.

Ele é o dono da bola... e quem determina o que deve ser feito.

Sua eficiência no tiro... sua agressividade no jogo 1 x 1...

sua lucidez nos pick'n rolls... e seu brilho nos momentos decisivos...

podem garantir uma vaga como MVP... desse NBB.

Ricardo Fischer brilhou na primeira fase da Liga das Américas


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Flamengo de Verdade

Flamengo campeão da Copinha com gol de Patrick... na cobrança de pênaltis.

O Flamengo quase foi campeão com gol de goleiro... mas acho que aí também já era demais.

Tem um importante dirigente do esporte universitário que afirma que... quando esse cronista adota uma equipe... algo de muito especial está para acontecer.

Só sei que o 'Ora, Bolas!' afirmou, na primeira rodada da competição, quando ainda havia 118 equipes jogando...

que esse Flamengo... era o Flamengo de Verdade...

que esse técnico era bom demais...

e que o sistema tático da equipe era diferenciado.

Ao longo do torneio...

afirmamos que nunca vimos uma equipe com tanta volúpia nos 15 primeiros minutos de jogo.

Aconselhamos a ninguém chegar atrasado... porque perderia, no mínimo, a 3 situações reais de gol criadas pelo Flamengo.

Hoje, na final contra o Corinthians...

o Zé Ricardo optou por escalar o Matheus Sávio como titular.

Como já falamos antes... o time ganharia em habilidade... e em posse de bola...

mas perderia em pegada... em marcação.

Foi um horror.

O Matheus Sávio foi jogar lá na ponta-esquerda... e o Cafú se fixou na direita.

O meio-de-campo esvaziou.

O segundo gol corintiano foi o maior exemplo disso.

O Lucas Paquetá, que sempre faz a reposição nos contra-ataques adversários... não conseguiu chegar a tempo de evitar o golaço do Mateus Pereira, do Corinthians.

No intervalo...

era óbvio que tinha que haver mudanças.

Péra aí...

O técnico do Corinthians se chama Osmar Loss...

então o do Flamengo pode ser chamado de Zé Ricardo Winner.

Costumo escrever nas minhas crônicas sobre basquete...

que existem bons técnicos... que só sabem resolver problemas escritos antes da página 10.

O Zé Ricardo, com certeza... conhece o livro inteiro.

Ele mudou tudo... sem mudar nenhum jogador.

Ele colocou o Matheus Sávio na direita... e soltou o Cafú na esquerda.

O segundo gol do Flamengo foi uma tabela entre os dois.

O Cafú, que é o Rei da Cavada... colocou seu parceiro na cara do gol.

O Flamengo voltou para o 2o. tempo... como se estivesse começando o jogo.

Três gols em 15 minutos.

Um deles mal anulado pela arbitragem paulista.

Vi torcedor rubro-negro criticando que a arbitragem era paulista.

Ora, Bolas!

A Copa é São Paulo... e quem organiza é a Federação Paulista.

Vocês queriam o que?

Já achei bom demais a final não ser no Itaquerão.

Nosso craque volante-meia Ronaldo continua recebendo todos os elogios por parte da imprensa.

Mas saio da Copinha com a sensação que ele jogou os últimos jogos lesionado.

Confesso que não entendi muito bem.

A quantidade de passes para trás... e para os lados... foi exagerada.

O Trindade jogou mais do que ele.

Só sei que tenho que agradecer muito à essa garotada...

que me devolveu a vontade de torcer para o Flamengo.

Que resgatou as tradições do clube (até a barra da camisa voltou a ser branca).

Voltei a ver o Flamengo com cãibras.

O zagueiro Denner saiu com cãibras...

o Cafú teve cãibras na volta olímpica.

Assim...

a Nação Rubro-Negra voltará a ter cãibras nos braços de tanto levantar troféus.

PS. Teve muito torcedor de outros clubes do Rio de Janeiro...

torcendo contra o Flamengo, hoje... contra o Corinthians.

Afinal de contas...

foi a uma chance rara de ver o Mengão jogando na segunda.

Amigos da União Rubro-Negra foram ao Pacaembu para ver o Mengão Campeão.
Esse cronista confessa que sentiu uma enorme vontade de estar lá.
A equipe junior resgatando o Flamengo de Verdade

domingo, 24 de janeiro de 2016

Rio Claro prega fogo... Ah! É Zé Boquinha!... Dedé Barbosa ultrapassa a página 11... e os deuses do basquete premiam quem sabe vencer

No Ora, Bolas! de ontem... enalteci o time feminino de Americana que anda obtendo mais de 100 (por jogo) nos índices de eficiência da LBF (que são os mesmos do NBB).

Ontem, na vitória de Rio Claro (62 x 61) sobre Macaé...

a eficiência terminou empatada. 60 x 60.

O jogo foi muito fraco tecnicamente.

Não aguento mais esse papo de defesa forte.

Está virando uma enorme seita. Tipo reverendo Moon.

No intervalo do jogo... nosso craque Gui Deodato foi para o vestiário vencendo por 30 x 29...

e declarou para a Rede TV... que seu time não estava defendendo bem!

Estão querendo surtar esse cronista.

Acho que estão querendo imitar aquele jogo de um determinado Campeonato Europeu que terminou zero a zero.

Só que lá... descobriram que o aro era menor do que a bola.

Voltando à Rio Claro...

e antes que os jovens técnicos mudem o nome do jogo para 'defesabol'...

Continuo minha incursão pelo 'Império dos Sentidos'.

Ontem...

Assisti na Rede TV...

ouvindo a vibrante narração do meu ídolo Léo Mendes, na Rádio Pimba, de Rio Claro.

Quem gosta de basquete... e nunca ouviu uma transmissão radiofônica dessas...

não sabe o que está perdendo.

Normalmente...

tiraria o som da tv... e ouviria apenas o rádio.

Rádio?

Vou confessar uma coisa...

Esse dinossauro que vos fala... fica cada dia mais impressionado.

Até ontem... eu ouvia no computador.

Agora... descobri um aplicativo para celular... e posso ouvir aonde quiser.

Foi sensacional... e fácil demais.

Afinal de contas...

na Rede TV... estava o Cadum Guimarães...

que apesar de ter pouco tempo na função...

já ouso chamá-lo de mestre... como comentarista.

Aliás... o Cadum e o Renatinho... estão superando toda e qualquer expectativa... e demonstrando que talento, aliado ao trabalho... formam craques em qualquer atividade.

O Léo Mendes pregou fogo.

A cada cesta de 3... a cada enterrada de Rio Claro...

ele quase levantava defunto do caixão.

E isso foi muito importante para Rio Claro.

Que é uma cidade que entende de basquete.

Que sabe que... independente do nível técnico do jogo... o que importa 'é que emoções eu vivi'.

Rio Claro jogou sem pivôs.

Daniel Alemão não jogou porque foi suspenso no jogo contra o Flamengo.

Ouvi, na transmissão, que ele tomou duas faltas técnicas.

Péra aí!

Isso suspende?

Para mim, é novidade. O que suspende é a desqualificação.

Enfim, vou perguntar para o meu filhão Enaldo...

que sempre tira minhas dúvidas com muita gentileza.

Espero que ele não esteja chateado comigo porque às vezes (somente às vezes)... eu dou umas palmadas nos árbitros novinhos...

mas faço isso para o bem deles. É assim que amadurecem.

Tenho um orgulho estratosférico do Maurício Serour e do Vander Junior...

mas podem saber que eles levaram muitas palmadinhas quando apitavam conosco na FBERJ.

Voltando... de novo... à Rio Claro...

o Atílio também não jogou.

O Dedé Barbosa teve que jogar com 4 abertos...

e com o Teichmann de pivô.

Esse é um exemplo do que chamo de problema da página 11.

O time capenga na quadra...

e o técnico olhar para o banco e pensar:

"Ruim com eles... pior se mudar!"

Não tenho saudades desse sentimento.

Para piorar a situação...

O Tatú tirou a tarde para fazer todas as doideiras... que vieram em sua mente.

Ele não encontrava soluções.

O Teichmann tinha dificuldades para marcar pivôs.

O Dedé Stefanelli marcando dentro do garrafão... lembra o Marcelinho Machado.

O negócio foi marcar zona.

Mas o ataque não funcionou.

Só que... no intervalo do jogo...

Rio Claro homenageou o grande Zé Boquinha, campeão paulista de 1995...

Nessa época, o Campeonato Paulista era mitológico.

O ginásio inteiro gritou: "Ah! É Zé Boquinha!".

Numa entrevista na Rede TV, o Zé Boquinha falou:

"Larguei o basquete em 2006... desde então, é a quarta vez que entro em ginásios brasileiros... as outras três, foi profissionalmente, para comentar. Não tenho prazer em ver os desmandos da CBB".

Ele complementou:

"O basquete brasileiro necessita de uma mesa-redonda de 3 dias. O NBB está legal, mas a base e a formação dos técnicos tem que ser repensada"

Esse cronista aplaudiu em pé.

Pobre basquete brasileiro que permite que personagens como Zé Boquinha se afastem do esporte.

Como Rio Claro não permitiu...

os deuses do basquete fizeram justiça.

Na última bola...

Macaé optou por colocar o Eddy marcando o Tatú.

O armador de Rio Claro seguiu as ordens do Dedé Barbosa... segurou a bola até faltarem 7 segundos... e cortou, com muita facilidade, seu marcador.

Para surpresa geral... a cobertura veio de dentro.

Tatú serviu o Teichmann completamente livre embaixo do aro... que enterrou selando uma atuação heróica numa posição difícil que não é a sua.

Ainda faltavam 4 segundos. Tempo para Macaé.

O técnico macaense orientou para o mismatch. Pediu para que jogassem no desequilíbrio da defesa de Rio Claro.

O que ele não sabia... é que do outro lado tem um grande técnico.

Que apesar de ter sofrido muito durante o jogo... sabe que o mais importante é vencer.

O Dedé Barbosa voltou com uma marcação definida (Dedé Stefanelli e Tatú só marcando os homens de fora)... e tirou qualquer possibilidade de Macaé tentar o chute final.

Léo Mendes empolgou seus ouvintes com sua narração que 'prega fogo' em quem está ouvindo...
e Zé Boquinha emocionou Rio Claro com sua presença no ginásio Felipe Karam



sábado, 23 de janeiro de 2016

Flamengo acelera como sempre... Matheus Sávio recupera verticalidade... e grito de 'É Campeão' está na garganta do cronista

Esse 'Ora, Bolas!' avisou para ninguém chegar atrasado.

Nós avisamos que a equipe júnior do Flamengo cria, em média, 3 situações de gol nos 12 primeiros minutos de jogo.

Ontem, na semifinal contra o América MG, não foi diferente.

A única diferença foi que tomou um gol do habilidoso baixinho Matheusinho, do América, aos 2 minutos de jogo.

Mas acreditem em mim.

Nosso artilheiro europeu, o Felipe Vizeu, já havia perdido um gol inacreditável, no primeiro minuto, com a bola dominada, cara a cara com o goleiro adversário.

O Cafú, aos 6 minutos, perdeu outra chance incrível, na frente do goleiro, após uma cobrança de lateral do Thiago Ennes.

Aos 12... não teve jeito. Num rebote de um chute do Ennes, nosso volante meia Trindade acertou um tiro de três dedos, de fora da área, empatando o jogo.

A partir daí... o Flamengo diminuiu o ritmo.

Continuo afirmando que vi poucos técnicos com tanto domínio tático... como o Zé Ricardo.

Quando o jogo ficou morno...

quando a torcida começou a vaiar...

quando os passes começaram a acontecer só para os lados... e para trás...

ele tirou o Kléber... e colocou o Matheus Sávio.

O Matheus Sávio é o nosso 10. Ele tem menos força... mas tem talento de sobra.

Com a sua entrada... a verticalidade voltou.

O time voltou a jogar para frente.

O passe de primeira que ele meteu para o Lucas Paquetá foi coisa de craque.

O Paquetá tirou do goleiro... e tirou o América MG da Copinha.

E colocou o Flamengo a um passo de consagrar as previsões desse humilde cronista.

PS. Para a glória total desse cronista... continuo aguardando uma atuação consagradora do meia Patrick... que tem a mesma pegada do Lucas Paquetá... e um chute poderoso de fora da área.
Quem sabe se a Santíssima Trindade (Ronaldo, Trindade e Patrick) não brilham no desfecho de uma conquista repleta de méritos desse valoroso time do Flamengo.

Paquetá é o pulmão do Flamengo na Copinha