segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Santíssima Trindade

Antes de falar sobre a minha nova paixão...

não posso deixar de lamentar o fato de que o brasileiro não aprende a fazer regulamentos.

Tem que ser muito criativo para conseguir organizar uma competição com 112 equipes...

e duas delas voltarem a se enfrentar já na terceira fase.

Sem falar que... nessa fase ficaram 28 times. Na próxima, 14.

Na outra... 7. Então, uma volta. É isso mesmo.

Se o Flamengo vencer os dois próximos jogos... terá um amistoso pela frente.

Mesmo perdendo a fase em que sobram 14 equipes... ele passa para a fase seguinte. Inacreditável!

Mas vamos em frente.

O negócio é dar uma de Pitbull para cima do Red Bull de novo.

Mas é bom tomar conta do tal de Gabriel (8). Ele tem pinta de craque.

Ontem, mais um banho de bola... dessa vez para cima do esperto Brasília...

que veio seco para marcar nosso craque volante Ronaldo.

O que eles não sabiam... é que quando se marca o Ronaldo... o Trindade incorpora.

O lançamento do Trindade para o gol do nosso centroavante europeu Felipe Vizeu foi coisa de cinema.

Lembrou o "Cantando na Chuva".

A coisa anda tão boa para o Flamengo que o Cafú jogou demais.

mas saí convencido que o time melhora com a entrada do Patrick.

Ele dá mais opções ofensivas para o ataque rubro-negro e tem mais características de volante.

Com Ronaldo, Trindade e Patrick... o Flamengo tem 3 volantes que chegam no ataque o tempo inteiro... por qualquer lugar... com muita velocidade... e com chutes muito fortes.

Uma verdadeira santíssima trindade.

Tenho elogiado muito o zagueiro capitão Léo Duarte (3), mas quem arrebentou, ontem, foi seu companheiro, pelo lado esquerdo, Denis (4). Partida perfeita.

Por falar nisso.

O que foi o Juliano Belleti comentando Copa São Paulo de Juniores?

Ele começou dizendo que assistiu a poucos jogos da Copinha porque sua mulher não deixou.

Juro que não acreditei quando ouvi isso num Canal Campeão.

Será que é por isso que meus casamentos nunca duram?

Depois, ele viu um jogo equilibrado entre Flamengo e Brasília...

Como diria o excelente Milton Leite... Meu Deus!

Ele se assustou ao ver o Ronaldo centralizado entre os zagueiros e os laterais avançados na saída de bola do Flamengo... e disse que o Flamengo corria o perigo de levar contra-ataques.

Depois do Flamengo conquistar um pênalti aos 4 minutos de jogo... e inaugurar o placar aos 12'... ele disse que o Flamengo tinha se acalmado e estava dominando a partida.

Gosto do Belleti e reconheço que tudo que é diferente assusta.

Esse sistema do Flamengo é ousado e precisa de jogadores especiais.

O sucesso do Flamengo passa por um meio de campo extremamente aplicado.

O que corre esse menino Lucas Paquetá não está no gibi.

Ele compõe desde as laterais do ataque até o sistema defensivo.

Os meias atuam como volante.

Todos os jogadores têm intimidade com a bola e alegria para jogar.

Só acho que para comentar algo... a pessoa tem que se preparar antes da partida começar.


domingo, 10 de janeiro de 2016

Brasília apela... conquista a atitude ideal... e obtém uma vitória alto astral

Quem acompanha o Ora, Bolas! sabe que venho perdendo muitas apostas ao longo dos anos.

Sempre aposto minhas fichas no sucesso das equipes de Brasília.

Determinadas derrotas foram inexplicáveis.

Ano passado... a campanha na fase classificatória foi muito abaixo do aceitável.

Os resultados obtidos, no ano anterior, sob o comando do super-técnico argentino Sérgio Hernandez, foram absolutamente medíocres.

O Ovelha está acima de qualquer suspeita.

Meu amigo José Carlos Vidal, também.

Mas a verdade é que eles não conseguiram injetar o astral necessário para que suas equipes atuassem num nível compatível com a qualidade técnica dos jogadores com compunham o plantel.

O Fúlvio é gênio.

O Guilherme Giovanonni é fora-de-série. Ele atua com a mesma eficiência, tanto dentro do garrafão, como na linha de 3 pontos.

Ano passado, tinha o craque LaMonte... e um pivozão norte-americano.

Esse ano, tem o Deryk... que joga demais.

O Cipolini é um jogador que qualquer técnico gostaria de ter em sua equipe. O Pilar também.

O Ronald é um capítulo à parte.

O Fúlvio é o "Rei do Pick'n Roll". Só que com o Ronald não dá!

Ontem... o Fúlvio nem tentou. Por isso, digo que o Fúlvio é gênio.

O Ronald atuou 30 minutos... anotou 17 pontos em 21 tentados (sem pick'n roll) e cometeu somente 5 erros (para ele foi uma evolução, considerando o volume de jogo). Graças ao Fúlvio, o Ronald obteve 19 de eficiência.

Se a Paula se consagrou como "Magic Paula"... não vejo nada demais em chamar o Fúlvio de "Magic Fúlvio". Seu domínio do fundamento passe, da empunhadura e sua noção espacial... são absolutamente fantásticos.

Só sei que o Brasília atuou com atitude.

O normal seria apostar no técnico Ronaldo Pacheco, que já demonstrou enorme competência dirigindo o CEUB nas Ligas de Desenvolvimento.

Mas a aposta no Bruno Savignani trouxe um elemento novo.

Sua atitude participativa na beira da quadra contagiou a equipe.

Os atletas atuaram com alegria e responsabilidade.

Esse binômio é a base do sucesso no basquete.

A página 1 foi superada com muito sucesso.

Tenho certeza que... com a ajuda de craques do quilate, da experiência e do caráter... do plantel da equipe candanga...

nosso jovem técnico irá subir os íngremes degraus da escada com bastante sucesso.

PS. Se me permitem um conselho... incluam na comissão técnica um treinador de pivôs... para trabalhar, diariamente, o Ronald, que tem mais potencial para chegar na NBA do que vários brasileiros que já estão lá.





sábado, 9 de janeiro de 2016

O Sonho da Camisa 5

Não consigo assistir um jogo de futebol sem observar a parte tática.

Há muito tempo uma equipe não me impressiona tanto como essa equipe do Flamengo na Copa São Paulo de Juniores.

Não só pela alternância de funções dos atletas...

como pela aptidão por eles demonstrada.

Sei que vai ter gente dizendo que os adversários, até agora, foram fracos...

mas respondo que estão enganados.

O Red Bull... que o Flamengo derrotou na primeira rodada (2 x 1)... é uma equipe muito forte.

Contra o anfitrião Mogi, anteontem...

logo no primeiro minuto...

o lateral esquerdo (reserva) Arthur acertou um raro chute com o pé direito... de fora da área, no ângulo contrário, marcando um gol de muita qualidade.

Os torcedores e comentaristas do Flamengo continuam procurando um novo Zico.

Só que nos dias de hoje... é mais fácil encontrar um meia que jogue de volante.

Nesse time tem 3.

O Ronaldo (5) é craque.

Todo o jogo se inicia com ele.

Ele lança como ninguém e escolhe a hora e o local para se apresentar no ataque.

Além disso, tem presença no jogo aéreo.

O Trindade (8) é a segunda opção. Sem a mesma qualidade, joga nos espaços criados pelo Ronaldo. Também é um jogador muito interessante.

Taticamente, o que mais gosto no time do técnico José Ricardo... é do ataque com um meia canhoto que joga nos dois lados.

Nos dois primeiros jogos... jogou o Cafú... que foi muito bem.

Ele alternou os lados... e os cruzamentos para a área do lado direito, com o pé esquerdo, levaram enorme perigo à defesa adversária.

Ontem, jogou o Patrick (17).

Ele recuou um pouco mais. Teve hora que fez um terceiro volante. Gostei mais.

Tem um chute mais potente e marcou um golaço de fora da área com o pé esquerdo.

Fez jogadas de alto nível e penso que pode chegar no profissional do Flamengo em pouco tempo.

O zagueiro capitão Léo Duarte (3) é espetacular. Ele preenche o lado direito do campo quando o Flamengo está com a bola e fica fácil jogar na lateral direita com ele na cobertura.

O Kléber (14), lateral reserva,fez uma partidaça... e o Thiago Ennes (lateral titular) fez até gol de cabeça quando entrou no final.

Repito que esse time está me encantando. O sistema está ajudando a desenvolver a qualidade desses meninos.

Jamais afirmaria que eles já estão prontos.

O livro da carreira deles é longo.

Mas não tenho nenhuma dúvida em garantir que é o melhor capítulo 1 que li nos últimos anos.


Bauru alavanca mais um Super-Técnico

Já escrevi nesse espaço que o basquete sofreu (e continua sofrendo) um genocídio...

que eliminou as principais cabeças pensantes do nosso esporte.

Como o basquete é um esporte amoldado para pessoas fortes...

e basqueteiros são pessoas de personalidade forte...

os principais nomes do nosso esporte foram afastados, perseguidos e difamados.

Não tenho problemas em reconhecer que sinto dificuldade em me sentir afastado do esporte que mais amo, estudo e conheço...

mas tenho mais dificuldade ainda em perceber o afastamento de Edvar Simões, Hélio Rubens, Wlamir Marques, Magic Paula, Rainha Hortência, Cláudio Mortari, Oscar Schmidt...

para ver decisões serem tomadas por pessoas que nada representam na história do nosso esporte...

ou pior ainda...

que entrarão para a história pelas denúncias de corrupção, clientelismo e outras práticas hediondas...

que todos sabem que são verdadeiras...

mas que ninguém tem coragem de se manifestar.

No 'Ora, Bolas!' de hoje...

quero me fixar no tema "Técnico em Basquetebol".

Exatamente o tema que a CBB mais odeia.

Um técnico só melhora com o tempo.

Ele vai aprendendo a conviver... e resolver... problemas de maior qualidade.

Ele vai virando as páginas do manual.

E tem mais...

é uma profissão... que exige dons específicos.

Talento nato.

Bauru, ontem, respirou aliviado.

Assisti à uma grande exibição do time bauruense (90 x 68 Franca, no Pedrocão).

Bauru conquistou as Américas comandado pelo mais preparado técnico em atividade no país.

Ninguém entendeu a saída intempestiva do Guerrinha.

Ninguém é criança.

É lógico que algo aconteceu.

Mas dói ver um profissional do quilate do Guerrinha desempregado.

Dói mais ainda... ver outros projetos apostarem em assistentes iniciantes (com pouca bagagem e poucas horas de vôo) em detrimento de um técnico capaz de resolver uma enorme quantidade e qualidade de problemas.

Pelo menos, Bauru apostou no Demétrius.

O Demétrius, desde que jogava, já era um técnico dentro da quadra.

Ele tem liderança...

é inteligente, carismático... francano... filho do meu amigo Edson Ferraciú...

e está a cada dia mais experiente (óbvio).

Já brinquei aqui nesse espaço dizendo que ele estava abusando do uso da prancheta...

mas isso sempre foi normal em técnicos iniciantes.

Para sua carreira, foi excelente trocar o Minas pelo Bauru.

A derrota para a Liga Sorocabana (na última rodada de 2015) também foi excelente...

porque proporcionou liberdade para iniciar um novo trabalho.

Ontem...

Bauru... 16 bolas de 3 pontos em 29 tentadas (55%).

Jefferson... 30 pontos em 31 tentados... 6/6 de 3... 5/5 de 2... 34 de eficiência.

Paulinho Boracini, que o 'Ora, Bolas!' afirmou que tinha que jogar... 16/16 pontos e 18 de eficiência,,, em 17 minutos jogados.

Alex Garcia...19 de eficiência.

Bauru livre, leve e solto.

"Nosso time já está com a cara do Demétrius", afirmou Jefferson, após o jogo.

"Quando Bauru joga assim, é impossível vencê-los", declarou Mathias, de Franca (ex-Bauru), que conhece bem o potencial da equipe campeã das Américas.

Só sei que o Bauru já conduziu um super-técnico ao degrau mais alto da carreira no continente...

e se prepara para levar outro para o mesmo lugar.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A Página 11 do Basquete Feminino Brasileiro

Eu tinha jurado que não iria mais escrever sobre a atual crise do atual basquete feminino brasileiro.

Só que acontece que o poço tem fundo falso.

Tenho insistido em esclarecer que as crises ocorrem por causa de pessoas erradas em cargos vitais.

Pessoas aparentemente competentes... mas que só sabem ir até a página 10.

Quando se deparam com problemas de determinada qualidade... só fazem besteira.

Escrevi um 'Ora, Bolas!', ontem, sobre o futebol junior do Flamengo que bateu todos os recordes de visualizações.

O que é que me faz voltar a escrever sobre basquete feminino?

A resposta é simples: pessoas que eu amo e admiro.

Barbosa e Vendramini são sagrados para mim.

Laís e Arilza moram no meu coração.

Reconheço no Roberto Dornelas a pessoa mais importante do atual basquete feminino brasileiro.

Entre as atletas... muitas são especiais demais... para, simplesmente, eu esquecê-las.

Apesar de estarem merecendo.

Então vamos lá.

E não vou ter medo de ser arrogante...

é para o bem de TODOS.

Do que eu vi até agora... só duas pessoas conseguiram passar da página 10:

O Balassiano e o Bert

Todos os outros se enrolaram.

Não tenho medo de dizer que fiz a Clarissa nascer para o basquetebol.

Conheci aquela campeã de arremesso de peso (atletismo da Mangueira) e soube que ela fazia escolinha de basquete no Miécimo da Silva, em Campo Grande.

Convidei o Miécimo para disputar (de graça, sem pagar nem as taxas de arbitragem) o A-4 da Copa Eugênia Borer (competição que durava mais de 6 meses no calendário da FBERJ).

Promovi um intercâmbio do Finasa Osasco no Bradesco do Rio de Janeiro... enfrentando 3 times do Rio de Janeiro...

e pus a Clarissa jogando nos 3 times.

O pessoal do Finasa ficou muito bravo comigo.

Com isso, conseguimos que a mãe da Clarissa deixasse ela jogar basquete (ela não queria que a filha mudasse de esporte).

A Clarissa não poderia se apresentar na Seleção Brasileira da forma que se apresentou.

péra aí...

mas o Colegiado não poderia utilizar a Seleção Brasileira para outros fins...

péra aí...

mas a CBB é uma entidade política e deveria saber ouvir e negociar soluções pacíficas e agregadoras para o combalido basquete feminino brasileiro.

péra aí...

mas a CBB tem um presidente que não é presidente. Ele só está ali para fazer seus negócios e não está nem aí para o basquete brasileiro. Ele terceirizou o basquete interno... tirando a pressão (o Oscar Schmidt declarou que ele era melhor do que o antecessor porque permitiu a criação da Liga) e colocou pessoas na CBB de personalidade adequada aos seus interesses.

péra aí...

a coisa está tão complicada... que vi gente elogiando o fato do novo presidente da Federação Paulista (meu amigo Enyo) por ter ido na apresentação da Seleção Brasileira na capital paulista. Gosto demais dele, mas penso que jamais deveria ter ido. Afinal, seus filiados (que são sua razão de existir) estão posicionados contra esse momento. O momento é político. Presidentes de federações (principalmente das federações aonde existem os clubes do feminino) deveriam estar negociando com a CBB.

será que não tem ninguém lúcido nessa história? Estão querendo mostrar força para quem? Não estão vendo que nessa luta não haverá vencedores?

Pessoal...

Vamos para a página 11...

A página pós olímpica...

Como ficará o Sampaio Correa, que foi uma das maiores conquistas do esporte nacional dos últimos tempos?

Como ficarão Érika e Clarissa, que deveriam se tornar nossas referências na mídia nacional?

Como ficará o Corinthians Americana, uma marca poderosíssima e dona de uma tradição insubstituível?

Como ficarão as atletas que não se apresentaram na Seleção Brasileira e tiveram suas cartas expostas sem nenhuma necessidade, nem inteligência?

Como ficará a Adriana, dona de um passado de glórias e de um presente promissor... agora subalterna de um esquema que lembra o que de pior já vivemos no basquete brasileiro?

Como ficará o Zanon, que teve a grandeza de renunciar ao sonho de dirigir a Seleção Brasileira numa Olimpíada no Rio de Janeiro, numa tentativa de unir o basquete feminino brasileiro?

Como ficará uma modalidade que já afastou Rainha Hortência, Magic Paula, Janeth, Maria Helena, Heleninha... se perder o Colegiado?

Isso deve ser problema de alguém...

Para não ficar confuso... vale uma explicação.

Se apresentar... ou não se apresentar... não resolve nada.

Peço desculpas ao meu ídolo Guilherme Giovanonni...

mas a solução tem que ser coletiva.

Uma assembléia da classe JÁ!

Uma posição da categoria.

O Bert lembrou bem.

O vôlei já fez isso.

Não aceitaram uma convocação do meu amigo Marco Aurélio Motta...

e a CBV foi obrigada a trocar de técnico... chamando o José Roberto Guimarães.

Só que foi uma decisão coletiva... forte... inquestionável... e sem nenhuma conotação individual.






quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Felipe Vizeu é craque europeu... e o Flamengo volta a ser favorito no futebol

O Flamengo segue encantando na Copa São Paulo de Futebol Junior 2016.

Há muito tempo um time de futebol do Flamengo não me fazia lembrar os velhos tempos da magia rubro-negra.

O futebol moderno tem uma vertente tática e física que não pode ser desprezada.

O técnico do Flamengo, José Ricardo... que afirmei na crônica passada que não conhecia, continua me provando que é atualizado.

O Flamengo está apresentando um futebol taticamente europeu.

O centroavante, Felipe Vizeu (9), é craque.

Pode ser que ele não vingue aqui no Brasil... mas na Europa, ele será sucesso garantido.

No jogo de ontem (5 x 1 cotra o Palmeira - RN), ele recuava para servir o meia (10) Matheus Sávio, que se infiltrava no meio dos zagueiros adversários.

Isso causou enorme confusão no sistema defensivo potiguar.

O Felipe Vizeu joga em qualquer setor ofensivo. Participou de vários gols... com assistências precisas. Ele não precisa se ajeitar para proporcionar uma boa assistência.

Quando joga centralizado, também marca seus gols.

Não sei não...

ouvi na transmissão que ele nunca treinou nos profissionais do clube.

Acho que o Muricy não vai perder essa oportunidade.

Espero que seus direitos sejam do Flamengo.

Mudando de craque...

Não avisaram no Rio Grande do Norte...

que os meias têm que marcar os volantes adversários.

O volante-craque rubro-negro Ronaldo (5) deitou e rolou.

Ele tem uma visão privilegiada e um passe requintado. Seu estilo lembra o Paulo Henrique Ganso.

O Flamengo tem um meia canhoto (Cafú, 7), que joga alternando os dois lados do campo.

O Ronaldo ainda se deu ao luxo de marcar um gol de cabeça num cruzamento de pé esquerdo do Cafú do lado direito do campo... isso me encanta.

O ataque do Flamengo ainda tem o Paquetá, que cai pelos lados do campo e recompõe a transição defensiva com muita velocidade e energia.

O zagueiro e capitão Léo Duarte (3) tem muita categoria e presença pelo lado direito do sistema defensivo... e libera o lateral-direito Thiago Ennes (2) para atacar na maior parte do jogo.

Thiago Ennes acabou marcando um lindo gol num lançamento espetacular do volante Ronaldo.

Gostei tanto do jogo que até o gol que o Flamengo levou foi marcado pelo Capacete.

Será que foi em homenagem ao Capitão Junior?

Só sei que me peguei emocionado com o futebol do Flamengo como há muito não acontecia.

Não vejo a hora de assistir o próximo jogo.

Se fosse no Rio eu iria...

se tivesse sócio-torcedor eu compraria...

é disso que precisamos.

Time genuíno.

Futebol genuíno.

Uniforme genuíno.

E o Flamengo entre os favoritos ao título máximo do campeonato.

Felipe Vizeu é um centroavante no estilo europeu

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Flamengo, CBB, Basquete Feminino e os Heróis da Resistência

Acabaram as eleições no Flamengo.

Como todos sabem, apoiei a verdadeira oposição no clube, representada pelo candidato Cacau Cotta.

Sempre soubemos que tínhamos poucas chances de vitória...

mas atingimos nosso objetivo.

O Cacau se apresentou como grande rubro-negro... e possuidor de ideias que fariam o Flamengo voltar a ser Flamengo.

O próprio presidente reeleito (Bandeira de Mello) reconheceu o valor da nossa campanha.

Fui surpreendido com o convite para ser o candidato da chapa para o cargo de vice-presidente de esportes olímpicos.

Obviamente, estruturei um plano de governo para o caso de vitória nas urnas.

Um dos principais pontos abordados era o posicionamento político do clube.

O Flamengo tem que ser referência na política esportiva nacional.

Estou falando isso porque acompanho tudo que acontece no nosso basquetebol.

Nas últimas eleições presidenciais...

assombrei muita gente ao falar que preferia o Grego ao Carlos Nunes.

Como sempre fui inimigo (esportivo e pessoal) do ex-presidente...

muita gente me criticou com veemência.

Tentei esclarecer que o Grego havia me procurado para pedir desculpas e reconhecer os enormes erros da sua gestão.

Passei por ingênuo.

Mas sempre achei isso irrelevante.

O que queria demonstrar era que o Carlos Nunes era muito pior.

Ele é educado, articulador e bastante simpático...

mas não gosta de basquete.

Sua gestão tem outros interesses.

Bati muito na tecla que o departamento técnico da CBB não tinha... técnicos.

Nem os técnicos de basquete me defenderam.

Hoje, vejo um cenário diferente.

Os clubes do feminino estão dando um show de atitude.

Uma pena não ter sido eleito...

senão o Flamengo iria se alinhar com eles.

Precisamos disso.

Heróis da resistência.

O Alcir Magalhães tem que voltar...

o Lúcio Castro tem que ser ouvido...

o Fábio Balassiano tem que ser respeitado...

e a CBB, com seus presidentes de federações...

tem que sair dessa enorme zona de conforto.