segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Bauru e Flamengo abrem o NBB com um Basquete muito além da página 10

Agora é oficial!

O 'Ora, Bolas!' voltou...

O campeão voltou em grande estilo.

Uma das crônicas sobre as finais do Campeonato Carioca ultrapassou as 1.000 visualizações.

Assistimos o jogo de abertura do NBB entre Bauru e Flamengo... e não teve como não se emocionar.

Foi um jogo com aqueles ingredientes que mexem até com quem está passando, de bobeira, na frente do monitor.

Um jogo daqueles que meu ídolo Rossinho gosta.

Para quem não sabe... o 'Ora, Bolas!' não pretende passar qualquer tipo de informação. Nunca.

Muito menos, comentar sobre qualquer partida.

Existimos somente para analisar alguns poucos detalhes de cada jogo televisionado.

Falar sobre aquilo que ninguém comentou.

Gerar polêmica. Provocar reflexões. Fazer pensar.

Nosso público-alvo é formado por quem assistiu ao jogo.

Não temos nenhum problema com quem discorda do que escrevemos. Tem momentos que até nós não concordamos com o que defendemos.

O Basquete é assim mesmo. Milhares de micro detalhes. Infinitos sub temas.

Não existe certo e errado.

Mas uma coisa temos certeza. É esporte para gente forte. E não se limita as 10 páginas iniciais do manual.

A grande euforia do momento reside na entrada da Tv Bandeirantes... no lugar da Rede Tv.

Perdemos nosso super Marcel... mas ganhamos o príncipe Danilo.

Acompanhei de muito perto toda a trajetória do Danilo no Basquete... e posso afirmar que ele é daqueles que exercem, com muita competência, qualquer função que lhe for solicitado.

Ele é forte... e doce.

Mas vou confessar uma coisa. Assistimos com o controle remoto na mão.

Confesso que não gosto de geladão (transmissão feita num estúdio, longe do calor do jogo).

Aprendi muito com o Mestre José Trajano... quando convivi com ele nas transmissões, ao vivo, da Espn Brasil.

Locutor e comentarista têm que estar presentes no calor do jogo.

Só sei que a dupla Odinei e Renatinho, do Sportv, segue dando banho de emoção... e qualidade.

Por falar em qualidade...

O trabalho do Demétrius e do Neto... nesse jogo... foi acima da média.

Eles enfrentaram problemas que estão muito depois da página 10 do manual.

Confesso que não estou entendendo bem a montagem do plantel do Flamengo.

Aliás, confesso que não entendo os analistas... não analisarem o orçamento de cada clube antes do início de cada temporada.

O Flamengo optou por ter em seu plantel... Marquinhos, Marcelinho Machado, JP Batista, Olivinha, Ronald Ramon, Ricardo Fischer...

Super craques que desequilibram qualquer competição interna.

Só que decidiu investir em garotos que ainda não estão na hora de jogar essa competição... com essa responsabilidade.

Não tem nada a ver com idade. Tem a ver com personalidade.

Não é fácil para ninguém... jogar ao lado dos seus ídolos.

Me lembro muito bem de uma experiência... de ter jogado uma pelada, nos áureos tempos, no time do Hélio Rubens.

Eu só queria passar todas as bolas para ele. Simples assim.

Bauru acertou em contratar o Gui Deodato... e o Gegê.

É  a vez deles.

Por falar nisso... ninguém vai contratar o Dedé Stefanelli?

Esse menino tem potencial de super-craque. Penso que explode nessa temporada.

Por falar nisso... o Valtinho estava lesionado nas prorrogações?

O Gegê entrou e não saiu mais.

Aliás, o Baurú ficou com um potencial defensivo espetacular. Gegê, Alex e Gui marcam muito.

Mas não tem pivô. O Hettsheimer não é pivô.

Não se joga Basquete sem pivô... nem sem armador.

Pelo menos nas 10 primeiras páginas do manual.

Assisti uma arbitragem extremamente confusa.

Vi o Serpa se enrolar todo. Acho que o Demétrius tem motivo para reclamar até dizer chega. A falta que o Shilton recebeu após dominar um rebote decisivo foi determinante.

Mas absolvo o trio.

O pessoal que comanda tem que parar de inventar critérios mágicos. Regra é regra.

O Renatinho explicou, na transmissão, que falta tática, agora, é falta anti desportiva.

Como assim?

Falta tática é falta tática. Anti desportiva é anti desportiva. Eu acho.

Até o Renatinho se enrolou. Queria que aquela falta cometida para parar o cronômetro... fosse considerada anti desportiva. Afinal de contas, o meliante desprezou a bola.

O Flamengo soube dosar melhor as faltas pessoais... em relação aos jogos contra o Vasco.

Por falar nisso... é sério que o Vasco aceitou jogar o terceiro jogo contra o Flamengo somente em dezembro?

Deu tempo para os jogadores lesionados do Flamengo se recuperarem?

Muito estranho isso.

Bauru soube jogar sem pivô. E sem o Léo Meindl.

Foi mais difícil jogar sem o Léo Meindl do que sem pivô.

Todos sabem que somos fãs de carteirinha do filho do Paulão.

Nunca tínhamos visto uma atuação tão despersonalizada desse jovem craque.

Sei lá... deve ter havido alguma razão para isso.

Bauru soube enfrentar os jovens do Flamengo. Flutuação total.

Alex marcando meninos... e chegando forte na cobertura dos craques rubro-negros.

Aliás...

foi engraçado ouvir as instruções nos pedidos de tempo.

Só se referiam aos meninos do Flamengo... como meninos.

"Você marca aquele menino".

No Basquete é assim mesmo.

No começo, o jogador é "menino". Depois passa a ser um número: "Você marca o número 12 deles".

O terceiro estágio é passar a ser o 'e'.

O último a ser lembrado na escalação.

Não é fácil formar um craque.

Por falar nisso...

achei sensacional ouvir o Demétrius desabafar: "Depois não gostam de ser cobrados no treino", após uma sequência de passes errados.

Péra aí...

Tem jogador que não gosta de ser cobrado num treino?

Tem jogador 'moderno' que ainda não entendeu que a pressão de um treinamento... tem que ser maior do que a do jogo.

Por isso defendo que um técnico não pode ficar perdendo tempo desenhando jogadinhas nas pranchetinhas.

Ainda não fabricaram pranchetas que provoquem pressão nas canetinhas.

Sei lá... se acabar a tinta no meio de cada ataque... pode haver uma situação mais real.

Por falar em sensacional... muito bom ver o Demétrius orientar seu time... para que iniciasse o movimento de ataque... em cima dos meninos do Flamengo... ou em cima do Marcelinho.

Por falar em Marcelinho...

ainda bem que acabou aquela fase de achar que o Marcelinho não tem mais idade para ser titular.

Ele continua sendo titular em qualquer time do Brasil. Jogando 40 minutos... ou 50, se precisar.

Deveriam colocar uma placa nas zonas mortas das quadras: "Cantinho do Marcelinho"

Ele foi decisivo na vitória do Flamengo por 100 x 97, na segunda prorrogação.

E olha que o Flamengo jogou sem armador. Definitivamente, o Ronald Ramon não é armador.

Enfim, um jogaço.

Dois grandes times, com sérias limitações.

Dois técnicos promissores, resolvendo grandes problemas.

Dois canais de televisão, trazendo emoção para quiser se emocionar.

Uma grande crônica... tentando traduzir em poucas palavras... um jogo que mereceria, no mínimo, 11 páginas bem escritas.

JP Batista obteve 34 de eficiência.
Ele sou explorar bem a deficiênia de pivôs do time bauruense
Olivinha: 15 pontos e 16 rebotes.
Um craque essencial na história moderna do basquete do Flamengo
Gui Deodato: 21 pontos e 19 de eficiência.
Um grande retorno para uma equipe aonde a identificação é total.
Sua experiência em Rio Claro foi muito benéfica
Valtinho: muita categoria na armação de Bauru.
Sentimos sua ausência nas prorrogações

Hettsheimer: um craque diferenciado.
Muito prejudicado pela carência de pivôs em Bauru

Léo Meindl: Uma inexplicável atuação apagada e despersonalizada.
Tem potencial para ser o MVP desse NBB

Marcelinho Machado: Continua brilhando e sendo decisivo.
Um doa craques mais vencedores da nossa história

Ronald Ramon: Potencial semelhante ao do David Jackson (Vasco).
Está sendo obrigado a armar. Isso diminui seu ímpeto ofensivo

Shilton: Limitado, mas é um deus guerreiro.
Um erro da arbitragem comprometeu sua atuação

Alex Garcia: 30 pontos e 25 de eficiência.
É um exemplo de atitude e eficiência para todos nós.


Gegê: no melhor momento da sua carreira.
Sua atitude defensiva encanta o Demétrius.
Ainda necessita mais fome de pontuar









sábado, 29 de outubro de 2016

Eduardo, Ewaldo, Maurício, Guerrinha, Hélio Rubens, Christiano... e a volta do Basquete Mágico

Sei lá...

Os 2 'Ora, Bolas!' que escrevemos nessa semana já ultrapassaram a marca de 1.100 visualizações.

Isso mexe com o ego da gente.

A qualidade das pessoas que curtiram... e comentaram... é impressionante.

Acho que a chama está reacendendo.

Já escrevi que as finais do Campeonato Carioca de Basquete estão mexendo comigo.

Anda passando um filme na minha cabeça.

O Basquete do RJ dos anos 2.000 foi mágico.

Naquela época... tinha Maracanãzinho lotado... duas torcidas no ginásio... e tv ao vivo em todas as partidas.

Isso gerava recursos para financiar a base... e o basquete feminino.

Uma das coisas que mais me agradou nesses 2 jogos foi a arbitragem.

Não consigo me acostumar com a 'tal' modernidade.

Não consigo engulir uma teoria que diz para a arbitragem deixar de apitar faltas... para contribuir com a dinâmica do jogo.

Falta é falta... e sempre será.

Sempre que um jogador levar algum tipo de vantagem com uma atitude faltosa...

isso deve ser apitado.

Se o jogo ficar muito truncado... isso não é problema da arbitragem.

O basquete moderno tem orgasmos com os tocos sensacionais.

Não importa se houve falta... ou não.

Teve gente reclamando da 5a. falta do Marquinhos no segundo jogo.

Teve gente desprezando a mão na cintura... impedindo o atacante de saltar.

Mesmo no NBB... sempre fico com a impressão de que vai chegar o dia que um árbitro vai gritar 'TOCO'... ou 'MOOONSTRO'...

num lance desses.

O efeito colateral disso... é que estão acabando os grandes pivôs.

Um Caio Torres, ou um Murilo da vida... não sofrem mais falta.

A solução ofensiva passa a se resumir em chutes de fora.

Ninguém quer mais fazer bandeja.

O Basquete sempre foi uma eterna briga por posição.

Agora... deixou se ser.

O jogador que ficou atrás... pode chargear a vontade... desde que alcance a bola.

Mas com Eduardo Augusto, Ewaldo Ramos e Maurício Serour, não.

São árbitros que possuem muita história no Basquete.

Sabem que a falta falta... tem que ser apitada.

Isso me deixou muito feliz.

Assim como me alegra ver o Christiano trabalhar no Vasco.

Ele é do tempo em que os técnicos não usavam pranchetinha.

Os assistentes só entregavam uma prancheta como apoio.

O Hélio Rubens sempre trabalhou com apenas 1 padrão de jogo contra cada tipo de defesa.

Um padrão para cada formação que possuísse.

Jamais esquecerei uma experiência numa cerimônia de premiação na Federação Paulista de Basketball.

O Hélio Rubens tinha acabado de conduzir Franca ao título de campeão brasileiro e paulista.

Com um time renovado... aquele do Dexter Shouse.

Mestre Hélio me confidenciou que... na segunda temporada com o mesmo plantel...

iria começar a lançar mais jogadinhas táticas.

Quase caí para trás.

Perguntei como é que ele tinha vencido tudo... com apenas 1 padrão contra cada tipo de defesa.

Ele me respondeu... calmamente...

que no primeiro ano de trabalho... com um novo jogador...

o importante era ensinar ele a jogar.

Lapidar os detalhes do jogo...

e criar movimentações 2 a 2.

O Edvar era a mesma coisa. A Maria Helena, idem.

Mas nossos jovens grandes técnicos pensam diferente.

Pedem tempo apenas para selecionar a jogadinha do próximo ataque.

Como se a equipe não tivesse treinado exaustivamente cada jogada.

E como se armador não devesse selecionar... em função do posicionamento defensivo... e do quinteto que estiver na quadra.

O armador é quem tem que saber para quem vai jogar.

Enfim...

tenho escrito que acredito que grandes mudanças irão acontecer no ano que vem.

Acredito que o melhor técnico do Brasil não pode ficar 1 ano desempregado.

Acredito que os jovens técnicos merecem conviver com grandes mestres... para que possam crescer.

Acredito que nossos futuros craques mereçam ter treinadores que os ensinem os complexos fundamentos do jogo.

E acredito que os movimentos faltosos... sejam considerados como ilegais...

mesmo que isso torne o jogo truncado.

PS. A foto ilustrativa de hoje é em homenagem ao campeão Mogi... que apostou num grande técnico... para conseguir conquistar um título mais do que merecido.

Na foto, o registro do momento em que o craque Guerrinha ofertava o 'Ora, Bolas!' com uma camisa histórica da conquista do Pan de 1987, em Indianapolis.



sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Vasco domina a página 11... Guerrinha brilha em Mogi... e Globo Esporte salva o basquete carioca

Essa série final do Campeonato Carioca de Basquete está mexendo comigo.

Afinal de contas, administrei os melhores campeonatos da história do nosso estado.

Não pretendo voltar a escrever o 'Ora, Bolas!'.

Mas como técnico em basquete... e jornalista... posso falar o que penso.

O segredo do sucesso de um produto... está na sua distribuição.

Ao contrário das publicações anteriores... estou postando apenas nas minhas páginas.

Somente para meus amigos lerem.

Mesmo assim, o 'Ora, Bolas!' anterior obteve uma quantidade de visualizações muito expressiva.

Ontem, mais um Vasco x Flamengo.

Tivemos mais uma decisão sem público... e dessa vez, sem televisão.

A bagunça é total.

Não consegui entender bem a causa da ausência de público.

Ouvi na transmissão... que São Januário está sem laudo dos bombeiros.

Como assim?

Como o Eurico permitiu isso?

Li em algum lugar... que os ingressos estavam sendo devolvidos.

Como a federação permite isso?

Historicamente... o mando de quadra das partidas decisivas... é da federação.

O atual presidente da federação disse, antes do jogo... que os clubes deveriam se reunir, depois do jogo em São Januário... para decidir quando, e aonde, será o terceiro jogo.

Ele não conhece Flamengo x Vasco.

Péra ai!

Ele não é o síndico desse encontro?

Quer saber?

Deixa para lá.

Só sei que o Flamengo, com o elenco mais caro do Brasil, não está tendo vida fácil contra o Vasco.

O Flamengo, que tem uma diretoria boa para captar recursos...

optou por um plantel concentrado na qualidade de alguns craques.

O Vasco, com menos dinheiro... preferiu a quantidade;

Tenho um mantra... aqui no 'Ora, Bolas!', para tentar explicar o que define um grande técnico.

Existem problemas que qualquer bom técnico consegue resolver.

Existem situações que os jovens técnicos talentosos conseguem administrar.

Só que o esporte é repleto de situações inusitadas.

Essas situações constituem aquilo que denomino de 'além da página 10'.

Poucos técnicos sabem resolver situações depois da página 10.

O Flamengo perdeu do Vasco por 104 x 98.

A direção do rubro-negro alega que só tem 6 jogadores experientes.

Essa é uma questão que se encontra depois da página 10, com certeza.

O Vasco, que é dirigido pelo talentoso Christiano Pereira, que está acostumado a trabalhar com técnicos que tiravam de letra esse tipo de problema...

conviveu, ontem... com o pior dos problemas.

Seus principais jogadores (Nezinho e Murilo) tiveram atuações pífias.

Só que o Christiano soube resolver seus problemas.

Hélio e David Jackson arrebentaram.

e olha que o Vasco ainda não soube explorar... na totalidade... a presença de jovens rubro-negros despersonalizados na quadra.

Sim, despersonalizados.

Colocar em quadra não significa confiar em ninguém.

Eles estavam excessivamente nervosos... e sem função ofensiva.

Não é assim que se lança talentos.

Enquanto isso... em São Paulo... ou melhor, em Mogi...

mais uma grande festa do basquete brasileiro.

Os deuses do basquete primam pela fina ironia.

O Guerrinha, que é o melhor técnico em atividade no país...

e que esse 'Ora, Bolas!' sempre afirmou que tinha a 'cara' de Mogi...

era protagonista de mais uma grande conquista na sua carreira...

exatamente contra o clube que o dispensou... sem nenhuma causa aceitável.

Aliás... a um ano atrás... afirmamos que... se Mogi contratasse Guerrinha e Giovanonni... conquistava o NBB.

Agora só falta o Giovanonni.

Mogi, que andou tentando a sorte com um técnico jovem talentoso...

se rendeu as evidências... e preferiu trabalhar com quem sabe resolver qualquer tipo de problema.

Para fechar... não posso deixar de comentar sobre as transmissões via internet.

Em São Paulo, a federação optou por romper o contrato com a RedeTv... que desrespeitou o basquete.

O Enio (presidente da federação paulista) é do ramo.

Então... foi um enorme prazer assistir ao Frederico Batalha... que tem uma vida ligada ao basquete.

No Rio, a federação foi quem desrespeitou a televisão.

Mudar a grade de uma decisão de campeonato... não é para qualquer um.

A salvação foi assistir ao GloboEsporte.com

Muita ironia e humor fino na transmissão.

Até que foi divertido.

Mas continuo pensando que uma partida dessa envergadura...

merece uma qualidade televisiva muito melhor.

Hélio anotou 36 pontos e teve uma atuação de gala.
O técnico Christiano Pereira sabe que precisará dos craques Nezinho e Murilo para vencer a terceira partida


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Basquete Carioca, com tv... sem público, num ginásio de treinamento... luta para voltar aos grandes dias

Estou escrevendo esse 'Ora, Bolas!' sem pensar no que estou fazendo.

A decisão de tirar o basquete da minha vida parecia irreversível.

Só sei que conseguimos sair do basquete... mas ele não sai de dentro de nós.

Quem me conhece... sabe que sou visceral.

Só sei viver numa intensidade alucinante.

E sempre considerei o Basquete como uma verdadeira religião.

Ontem, assisti no Sportv, o jogo entre Flamengo x Vasco, primeira decisão do Campeonato Carioca.

Aconteceram coisas que mexeram muito comigo.

Flamengo x Vasco na Gávea?

Isso é surreal.

Flamengo x Vasco com somente uma torcida?

Sem comentários.

Flamengo x Vasco, até com portões fechados, não pode ser disputado num ginásio de treinamento.

Ainda mais sendo uma decisão de campeonato.

Estou lendo na internet... que o pessoal do basquete paulista está indignado com o Sportv.

Eles não entendem a razão das finais do Paulista não terem transmissão do canal campeão.

Só sei que nos anos 2000... todos os principais jogos do Campeonato Carioca eram televisionados.

e o orçamento gerado com isso... subvencionava as categorias de base.

Por falar nos anos 2000...

estou escrevendo esse crônica recebendo a notícia do falecimento do Capitão Carlos Alberto Torres.

Vocês sabiam que ele é benemérito da Federação de Basquete do Rio?

Quando ele exerceu a Secretaria de Esportes do Rio... ajudou demais o nosso Basquete.

Infelizmente, nossa cultura não exercita muito a memória.

Sempre afirmei que a grande crise do basquete brasileiro é a falta de dirigentes.

Todas as outras crises são consequência dessa.

Ontem, vi o Fernando Lima sentado no banco do Vasco.

Não tenho dúvidas que o basquete carioca precisa de dirigentes desse naipe.

Um grande dirigente sabe que um grande trabalho começa na escolha de um grande técnico.

O Vasco acertou em cheio ao convidar o Christiano para dirigir esse projeto.

O Christiano simboliza o que deve ser um grande técnico.

Ele viveu, intimamente, o Basquete dos grandes técnicos.

Sabe que o Basquete é um esporte de dominação.

Aliás... gostaria de entender quando foi que um técnico de basquete se transformou num selecionador de jogadinhas.

Pedir tempo... significa desenhar na pranchetinha a jogada do próximo ataque?

Aliás... vendo as entrevistas antes e após o jogo... fiquei com a impressão que o orçamento do Vasco é superior ao do Flamengo.

Ouvi que o Flamengo tem  6 jogadores adultos... enquanto o Vasco tem 12.

Penso que não.

Penso que os 6 super craques do Flamengo somam um investimento muito superior do que o orçamento do Vasco.

Enfim... posso estar errado.

Só sei que gostei muito de ver o Basquete carioca reviver.

Ver Eduardo Augusto,com sua maravilhosa veia artística (há muito tempo que não via um árbitro dar uma falta técnica somente com o olhar), demonstrando que aqueles que defendem a arbitragem robotizada, não entendem de esporte.

Estou muito confiante na virada que o basquete brasileiro dará no próximo ano.

A próxima eleição da CBB está sinalizando para mudanças essenciais.

Acho que muitos estão começando a entender o que defendi nas eleições passadas... mas deixa isso para lá.

Mesmo de muito longe... sempre estarei torcendo para que o Basquete volte para o lugar de onde nunca deveria ter saído.






segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Prata que Vale Ouro

Saí do Serra Macaense... mas ele não saiu de mim.

Tenho um carinho absurdo pelos meninos que vestem aquela linda camisa.

Ontem, fui ao Moacyrzão... para assistir duas grandes equipes.

Agora posso falar.

O jogo não valia nada para nós.

Para o Serra Macaense conquistar o acesso direto...

era necessário derrotar o São Gonçalo... e torcer contra ele na última rodada.

Cá entre nós...

o São Gonçalo tem a melhor campanha entre todos os times do campeonato.

Eles têm um time ensaboado.

Um jogador diferenciado pesa muito no nosso futebol.

Aliás, nesse quesito, esse final de semana foi histórico no Estádio Cláudio Moacyr.

Apesar da ausência do zagueiro Brandão, no Serra (o considero muito acima da média)...

pude contemplar 2 craques especiais.

Sábado, o Marcelinho Paraíba (ele mesmo)... com 41 anos...

deu uma aula de competência e talento...

jogando pelo Ypiranga, de Erechim (RS).

Estreando na Série C do Brasileirão...

e contratado a peso de ouro...

tinha gente duvidando da sua capacidade antes do jogo.

Ele entrou aos 20 minutos do segundo tempo...

quando o jogo ainda estava 0 x 0...

e desequilibrou a partida.

Marcou o primeiro gol do seu time...

e construiu uma vitória por 2 x 0, fora de casa...

qualificando o time gaúcho como um dos favoritos para disputar a Série B do Brasileirão 2017.

Ontem, foi dia de Sabão.

Agora entendi o apelido.

Com a bola nos pés... é muito difícil marcá-lo.

Levou muito perigo ao gol macaense...

e foi protagonista na vitória do São Gonçalo por 1 x 0...

que garantiu lugar ao time gonçalense na Série B do Cariocão do ano que vem.

As Olimpíadas demonstraram que tem medalha de prata que vale ouro.

O Serra Macaense conquistou o segundo lugar do grupo (num grupo dificílimo, que tinha Barcelona e Mesquita)...

e vai decidir o acesso contra o terceiro colocado do outro grupo...

com a vantagem de decidir em casa...

podendo empatar duas vezes.

Penso que o Serra Macaense é a segunda melhor equipe do campeonato.

O Macaé Esporte tem que recuperar sua auto-estima.

A Portuguesa (SP) perdeu ontem...

e continuamos fora da zona de rebaixamento.

Vamos jogar em Guaratinguetá, sábado que vem...

e precisamos de uma vitória heroica.

O momento em Macaé é político.

Tenho convicção que o Macaé Esporte virá muito forte na próxima temporada.

A vida é um grande jogo.

Temos que saber jogar.

Grandes vitórias estão reservadas para quem tem mérito.

Tenho convicção que as derrotas desse final de semana se transformarão em grandes conquistas.

Vamos fazer de tudo para que o mérito esteja sempre do nosso lado.

Marcelinho Paraíba desequilibrou o jogo de sábado

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Desagravo à Administração do Moacyrzão. Simples Assim...

Há 9 anos que vivo em Macaé.

Defendi o nome da cidade no basquete masculino, e tenho consciência que colecionei alguns desafetos.

Defendi as cores do Macaé Esporte, no futebol, e penso que não ganhei desafeto nenhum.

Hoje, estou implementando o Projeto Serra Macaense, e venho recebendo apoio dos mais diversos segmentos da sociedade macaense.

Aprendi a amar Macaé e considerá-la como o local aonde quero morar. É onde tenho minha casa, meus filhos, meus amigos, meus cachorros, minha piscina...

Mas estou sempre aprendendo que Macaé é uma cidade exagerada.

Principalmente nos períodos eleitorais.

Ontem, no site oficial do Serra Macaense, manifestei que não concordo com o fato da torcida adversária ter um local privilegiado no Moacyrzão. Simples assim.

Penso que os funcionários do estádio devem cuidar do patrimônio público, mas, dentro dos padrões morais e éticos, acredito que eles devem se preocupar em transformar nosso estádio numa 'casa macaense'. Somente isso.

Percebi que magoei pessoas que não queria magoar.

Quero enaltecer o trabalho e a parceria que temos com a administração do Estádio Cláudio Moacyr.

Meu pouco tempo de convivência com o Bruno Ribeiro, administrador, já me possibilitou a visão de que ele cuida com muito carinho do nosso estádio. Sua parceria foi fundamental para que se viabilizasse os laudos de liberação do estádio, possibilitando que tanto Serra Macaense, como Macaé Esporte, pudessem jogar diante das suas torcidas na atual temporada.

Professor de educação física, e experiente no trabalho com crianças, Bruno é uma pessoa admirável. Jamais imaginei perdê-lo como parceiro.

Aproveito para enaltecer o trabalho do Secretário Thales Coutinho, jovem esportista, que vem fomentando inúmeros esportes tradicionalmente menos apoiados, proporcionando à Macaé, mesmo com orçamento limitado, a oportunidade de vivenciar esporte de qualidade.

Quero deixar bem claro que a grande motivação para escrever essas linhas (fazia tempo que o Ora, Bolas! estava adormecido) foi a exagerada repercussão causada pela reportagem veiculada nos jornais Diário e Debate.

Tenho uma longa história no esporte e sou muito orgulhoso de ser integrante da Calçada da Fama do Flamengo... e ser Emérito no Botafogo. Dirigi Seleção Brasileira por 4 anos e estou entre os profissionais mais vitoriosos do nosso esporte.

Mas nunca estive tão motivado como agora. Quero ver o Serra Macaense vencedor. Quero me doar para assistir a grandes vitórias macaenses na nossa casa. Simples assim.

Qualquer coisa diferente disso é um enorme exagero.






terça-feira, 5 de abril de 2016

Caxias defende, como tem que defender... sabe que Basquete é sinônimo de Play Offs... e a dupla Guidi - Renatinho brilha novamente

Já escrevemos nesse espaço... que o Caxias Basquete nos faz lembrar de Franca, nos bons tempos.

Uma torcida muito quente... independente da temperatura na Serra Gaúcha...

e um time que defende... como tem que defender.

Muito contato físico... e um sistema defensivo sem dobras, nem rotações mirabolantes.

Tipo... "você vai lá e acaba com aquele cara".

"É você contra ele!"

O Marcão é um símbolo desse trabalho.

O Brasília... que apostou num trabalho sem atletas estrangeiros...

e num técnico iniciante na carreira...

está pagando um preço caro... na hora em que não poderia pagar.

Um time que derrotou o campeão da Liga das Américas... na casa dele... duas vezes...

tinha que chegar voando nos play offs.

Aliás... por falar nisso...

essa garotada que pensa que ser técnico de basquete...

é ficar rabiscando jogadinhas... em lindas pranchetinhas...

ainda não foi informada...

que Basquete é sinônimo de play offs.

Toda a fase de classificação serve...

para ir avaliando,,, erros e acertos...

acrescentando elementos técnicos... físicos... e táticos...

para chegar no ponto máximo da curva de trabalho... nesse momento.

Até a definição do plantel ocorre nesse instante.

O melhor técnico de um NBB...

é aquele que consegue chegar nessa fase... voando.

Só sei que Caxias largou na frente na fase oitavas-de-final...

ao derrotar Brasília... por 101 x 78.

O placar final foi interessante.

Tem uma garotada que cria objetivos em cima dos números.

Caxias não jogou com volume centenário.

Os 100 pontos aconteceram porque Brasília utilizou a estratégia de cometer faltas... muito cedo...

na esperança de reverter o placar.

E o Caxias, inteligentemente... aceitou a troca de cestas.

Basquete é assim.

Seus deuses são muito loucos... e gostam de brincar com quem gosta de simplificar... suas análises.

Voltando ao Caxias...

é muito legal ver o Gustavinho jogar.

Ele enfrentou o armador mais genial do Brasil (Fúlvio)... e marcou muito bem.

O Betinho também está demonstrando ser um jogador decisivo.

O Henrique Guidi, narrador do Sportv... batizou o Alex de 'Azucrinador de Defesas'.

Por falar no Guidi...

como é gostoso ver uma transmissão... com a dobradinha Guidi - Renatinho.

Eles entendem de basquete... são ousados... e muito bem humorados.

Toda transmissão deveria ser assim.

Caxias dominou os rebotes (39 x 29).

Isso é fruto de uma defesa igualada... e determinada.

"Muito contato legal na defesa de Caxias... e isso irrita o adversário", narrou Gudi.

Ainda bem que não somos só nos... que vemos isso.

Nunca é demais repetir

que tem treineiro achando legal... exagerar nas dobras e rotações alucinadas...

sem reparar que isso causa desequilíbrio... naquilo que deve ser equilibrado.

"Eles estão num momento mais favorável", declarou o genial Fúlvio.

"Camisa e nome não ganham jogo", continuou.

Como assim?

Brasília jogou a Liga das Américas...

e tinha que chegar voando nesse momento.

Camisa e nome ajudam demais a vencer campeonatos.

Desde que a performance seja compatível com a fama adquirida.

A verdade é que o Fúlvio estava impaciente.

Brasília começou o NBB... sem pick'n rolls.

O Fúlvio foi formatando... ao longo da temporada.

Mas ontem...

com a pressão dos play offs... da torcida que lotou o Vascão...

e do Rafael Stábile... que comete faltas definitivas...

os pick'n rolls candangos, simplesmente, desapareceram.