terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Cabernet Sauvignon Cearense... para quem joga como campeão... e promove a Festa do Caju em várias regiões do Brasil

Ontem, no Pavilhão de Eventos... da Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS)...

foi disputada uma das mais bonitas partidas de basquete...

da história do NBB.

Nosso confronto histórico com a CBB...

é exatamente porque ela não consegue enxergar o basquete de uma forma macro.

Temos que levar o Basquete... aonde o povo estiver.

Quando digo que o Basquete Cearense é um dos projetos mais bonitos do Brasil...

sei o que estou dizendo.

A equipe liderada pelo Mago Alberto Bial...

topou antecipar esse jogo...

e atuar no coração de uma das festas mais importantes do calendário nacional.

E olha que ela atuou sexta-feira, em Macaé, interior do Rio de Janeiro...

nessa segunda-feira no Rio Grande do Sul...

e irá receber, quarta-feira, em Fortaleza (CE), o Rio Claro (SP)...

menos de 48 horas depois.

O mérito para as grandes vitórias é total.

Ontem, Caxias 62 x 71 Solar Cearense.

Com transmissão, ao vivo, do Sportv.

Esse colunista tem consciência de que é polêmico...

e que ganha muitos inimigos...

exatamente por escrever o que pensa.

Fomos os únicos que externamos a insatisfação...

pelo fato do Sportv entrar na NBA.

Afirmamos que isso não seria bom para o basquete nacional.

Hoje... todos estão vendo isso.

As transmissões rarearam...

e a exposição dos patrocinadores diminuiu significantemente.

No futebol, por exemplo...

sempre que se transmite uma partida internacional...

ou se vende uma camisa de um time europeu...

nosso time do coração é que paga a conta.

Esporte é emoção...

e quem emociona, de verdade...

são as equipes que possuem vinculação com seus torcedores.

Confesso que ontem fiquei dividido.

O Bial sempre me emocionou...

mas o Caxias, do Rodrigo Barbosa... vai pelo mesmo caminho.

Considero a defesa gaúcha... a melhor do NBB.

Já disse aqui... que Caxias me lembra Franca... dos velhos tempos.

Muita mão na cintura... tapas nos antebraços.

e muita reclamação da torcida... em cima da arbitragem...

principalmente nas faltas... mais faltas do jogo.

Se não falhasse tanto no ataque (assinalou apenas 9 pontos no último quarto)...

teria conquistado a vitória.

A formação com o Diego Moleza jogando de 5... não funcionou.

Só sei que o Bial garantiu a qualidade do Cabernet Sauvignon após o jogo.

"Só quero uma coisa de vocês...

Joguem como campeões!", pediu Bial, antes do jogo.

 "Tudo é possível...

menos o adversário querer mais do que nós", falou Bial, durante uma pedida de tempo.

"É um prazer e uma honra estar jogando aqui... dentro dessa linda festa", declarou o ala Felipe, no intervalo do jogo.

Demonstrando tanta maturidade...

enxergando a necessidade de evolução contínua...

com um treinador que sabe tirar seus atletas da zona de conforto

(impressionante a evolução do Rashaum no jogo de ontem...

armando o time com eficiência e personalidade...

na ausência do jovem Davi)

o Basquete Cearense vai realizando a Festa do Caju...

nas mais diversas regiões do Brasil.

PS. O jovem técnico José Neto, multi-campeão pelo Flamengo...

declarou no 'Eu, Atleta!'...

ao ser indagado se já pensava em aposentadoria...

que não conseguiria viver sem a rotina das quadras...

e a adrenalina das competições.

Perfeito!

Por isso mantemos esse 'Ora, Bolas!'.

Sempre digo que saio do basquete...

mas ele não sai de mim.

Como sempre denunciamos os desmandos da CBB...

e somente da CBB...

fomos renegados por muitos.

Paciência...

sem problemas...

continuamos os mesmos...

Torcendo e vibrando com quem tem muito valor...

e se incomodando com o declínio da cultura do esporte nacional.

O jogo foi realizado no Pavilhão de Eventos da Festa da Uva, em Caxias do Sul

O Mago Bial conquistou mais uma grande vitória

Rashaum cresceu muito no jogo de ontem.
Armou o time cearense com muita maturidade e personalidade

Léozão vem se destacando muito no Solar Cearense

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Cuellar contagia Brasília... alas avançam... Diego Souza não foi o 'carrapato' do Arão... e Flamengo domina o Fluminense

Esse 'Ora, Bolas!' anda muito orgulhoso dos resultados das suas observações.

Na Copinha, o Flamengo apresentou um sistema tático...

aliado ao perfil dos seus jogadores...

que fizeram esse cronista antever o sucesso do grupo na competição.

Nos profissionais...

desejamos ver o Flamengo moderno... envolvente...

e levando perigo aos adversários em todos os setores do campo.

Afirmamos que... time que quer ser favorito...

não pode jogar com volantes de contenção.

Analisamos que o Márcio Araújo não é jogador de time grande.

Ontem, contra o Fluminense... em Brasília...

o Muricy deu um enorme passo... em direção aos nossos sonhos.

Um volante moderno... guerreiro, mas habilidoso...

jogando no meio dos zagueiros.

Com isso... o avanço simultâneo dos laterais.

Na nomenclatura moderna... eles são chamados de alas...

exatamente por causa disso.

Na saída de bola rubro-negra...

os alas se posicionam na mesma linha dos meias.

Isso desafoga o meio-de-campo.

Colocar o Arão como carrapato... deveria ser considerado 'crime de responsabilidade'.

Contra o Vasco... o Muricy limitou o Arão...

ao colocá-lo como marcador do pseudo craque Nenê.

Ontem, contra o Fluminense...

felizmente, nosso técnico não valorizou o Diego Souza.

Não sei não...

se o Diego Souza não quiser ser o 'carrapato' do William Arão...

acho que nosso volante marcará gols em todos os Fla-Flus da temporada.

Só sei que a torcida rubro-negra de Brasília... foi muito criticada no ano passado.

Sempre afirmamos que o time é que tem que contagiar a torcida...

e não, ao contrário.

Jogando com o colombiano Cuellar entre os beques...

o Flamengo pode jogar até no cemitério...

que sua torcida dará conta do recado.

Cuellar demonstrou alma rubro-negra no clássico de ontem.
Depois da expulsão, ele permaneceu uniformizado, nas escadas de acesso,
 debaixo de chuva, torcendo por seus companheiros

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Big Brother Cearense 4... supera Rolling Stones... e garante a magia do camarão macaense

Sábado, nós tínhamos um compromisso importantíssimo no Rio de Janeiro...

e não era ir ao show dos Rolling Stones, no Maracanã.

Péra ai...

show no Maracanã?

mas o Maracanã não está interditado... para a disputa dos Jogos Olímpicos?

Vasco x Flamengo não teve que ser disputado em São Januário... por causa disso?

Futebol não pode?... e mega show internacional pode?

Qual a diferença?

A multidão não é a mesma?

Sei lá...

acho que o problema é a bola.

Meu compromisso era às 9 horas da manhã...

no Centro do Rio de Janeiro.

Aula inaugural do Curso de Jornalismo Esportivo na Internet...

ministrada pelo craque Rodrigo Alves, do GloboEsporte.

Só sei que... na sexta-feira...

eu tinha minha noite mágica anual... em Macaé (que fica a 3 horas do Rio).

Moro no eixo Rio-Macaé...

e costumo assistir alguns jogos no Ginásio Juquinha.

A noite em que Macaé... recebe a visita do Basquete Cearense é imperdível.

Haja camarão na varanda do restaurante do Blue Tree... após o jogo.

Ter a oportunidade de passar algumas horas com o Bial... não tem preço.

Só sei que...

enquanto na Tv Globo... o Big Brother, apresentado pelo querido Pedro Bial...

já está na sua versão 16...

o meu encontro com meu grande irmão cearense... caminha para o mesmo sucesso.

Relembrar nossas estórias (com muita história)... é algo absolutamente fascinante.

O Bial está cada dia melhor.

Vê-lo dirigir sua equipe... é um flashback dos grandes treinadores...

que tive a sorte de assistir ao longo desses mais de 40 anos de ginásios de basquetebol.

O Solar Cearense, que vinha de uma histórica vitória sobre o Flamengo... no Rio.

Abriu 20 pontos de diferença... contra o combalido Macaé... lanterna da competição... ainda no segundo quarto.

e isso exige maestria da direção.

É inegável que a equipe macaense é guerreira...

e possui uma torcida pequena... mas muito barulhenta.

O Bial brigou com a torcida adversária...

com seus jogadores... que se assustaram com a reação adversária...

e com a arbitragem... que dava faltas técnicas em contra-ataques cearenses.

O terceiro quarto terminou 57 x 54, para o Basquete Cearense.

Foi quando o Bial... que jamais temeu perder esse jogo...

resgatou a alegria... a vibração... e a alma do Carcará.

Seu time voltou para o último quarto mordido... e extremamente motivado.

Fechou o jogo em 79 x 69...

e garantiu a magia do camarão macaense.







sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Alex, como Volante de Contenção... garante o início da Festa da Uva, em Sorocaba

Num país aonde poucos pensam nosso esporte...

esse 'Ora, Bolas!' vai se divertindo com os factóides que pintam nesse NBB.

Não que acreditemos nisso...

mas será que, algum dia... alguma associação de técnicos irá promover uma pequena palestra...

para resgatar a cultura centenária do nosso Basquete?

Será que vamos ter a chance de entender que o Basquete é um dos segmentos mais complexos da nossa sociedade?

Que ele não se resolve com rabiscos em lindas pranchetinhas?

e que... exatamente por isso... é uma das ferramentas mais poderosas de educação e entretenimento?

Ontem...

mais um show do Caxias do Sul Basquete (RS).

Em Sorocaba...

Liga Sorocabana, do fervente Rinaldo... 61 x 74 Caxias do Sul.

Quem acompanha essa crônica...

e sabemos que são muitas pessoas...

tem consciência que utilizamos o quesito eficiência... das estatísticas do NBB...

para exemplificar a necessidade que as equipes que sonham mais alto...

possuem de ter um número significante de craques...

com boas médias individuais de performance em quadra.

Sabemos que o basquete é coletivo...

mas que... no fundo, no fundo... se resume em jogadas 1 x 1.

Aliás...

criaram mais um quesito... que tenho que aplaudir.

Sempre preguei como algo fundamental.

A diferença de pontos no placar do jogo... durante a permanência do atleta em quadra.

Na verdade...

um craque só deveria ser exaltado...

se sua equipe se beneficiou da sua presença em quadra.

Estou falando tudo isso...

porque... ontem, assisti à um show do craque Alex, do Caxias.

Lendo as estatísticas... após o jogo...

vejo que o Alex anotou 2 pontos... não pegou nenhum rebote... deu uma assistência...

e obteve -1 de eficiência.

Só que sua equipe lucrou 16 pontos... com a sua presença.

Pode isso, Arnaldo?

Ou melhor... pode isso, Cadum?

O competente técnico gaúcho, Rodrigo Barbosa... interpretou...

que a equipe sorocabana tinha seu melhor desempenho...

no volume do armador-cestinha Neto.

Nós, aqui... já havíamos alertado para o perigo de se ter um armador que quer ser o cestinha do campeonato.

Já havíamos exaltado o super-craque Laprovittola, do Flamengo...

que foi o grande cestinha do NBB passado...

nas primeiras rodadas da competição.

E depois... utilizou isso em função da armação da sua equipe.

Por isso... é um dos principais armadores do basquete mundial.

Então...

o Rodrigo escolheu seu principal defensor... o Alex...

para ser o 'carrapato do jogo'.

Tipo volante de contenção.

Sem trocas desequilibrantes... sem dobras alucinadas... sem vestígios de modernidade inventiva.

Só na base da perna + coração.

Só sei que o Alex foi o MVP da partida...

o melhor reboteiro (sem pegar nenhum rebote)...

o grande cestinha (marcando apenas 2 pontos)...

e o grande responsável pelo início da Festa da Uva... em Sorocaba.

Alex (10) foi o MVP na vitória do Caxias sobre a Liga Sorocaba.
Ele tirou o volume do craque Neto, de Sorocaba.
O Neto só conseguiu ir para a cesta 10 vezes, em 37 minutos jogados

Rafael Stábile também marcou o Neto com eficiência

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Eddy, Márcio, Mosso e André Goes, sem pivôs... esbanjam atitude... anulam gigantes baianos... e brilham na noite do Mago Bial

Moro no eixo Rio de Janeiro - Macaé há 8 anos.

Nunca escondi que não gosto do projeto de basquete de Macaé.

A cultura esportiva brasileira prega que não devemos nos importar com a origem dos recursos financeiros investidos no esporte.

Em ano olímpico...

é capaz de ser anti-patriótico falar sobre isso.

Então... deixa para lá... por enquanto.

Ontem, fui ao Juquinha assistir Macaé 88 x 79 Vitória Universo (BA).

Só sei que o time macaense não tem nada a ver com meu sentimento sobre o projeto.

Como jogam o Eddy... o Márcio... e o Mosso.

A equipe macaense estava esfacelada.

Em último na tabela de classificação...

e sem jogadores importantes na rotação do plantel.

O Caleb Brown foi embora...

o Murilo também.

Só que o Vitória fez a pior partida... que poderia fazer.

Tenho falado aqui... que sistema defensivo bom...

é o individual...

sem abusar de dobras alucinantes... de trocas desequilibrantes... e de rotações exaustivas.

Só que isso vale quando se enfrenta equipes de alto rendimento.

Ontem...

foi uma das piores partidas das carreiras de Jason Smith, Calvo, Kojo...

e principalmente...

dos pivôs Renan e Feliz.

Não resta dúvida que a defesa mista macaense funcionou.

mas o que foi o ataque baiano?

Macaé jogou 33 minutos sem pivôs.

E o Vitória conseguiu sair do jogo com apenas 13 assistências (contra 25 de Macaé).

Os gigantes da equipe baiana só recebiam bolas... de costas para a cesta.

Nada de pick'n rolls... nem de movimentações aonde os pivôs recebem a bola de frente... e próximos a cesta.

Em nenhum momento... atuaram os 2 gigantes juntos.

Somente... faltando 8 minutos para terminar o jogo...

foi que o Régis, técnico da Universo... resolveu chutar o balde.

Desistiu dos seus pivôs... e passou a jogar com 5 baixos.

Literalmente... nivelou por baixo.

Foi quando aumentou a produtividade individual dos seus atletas...

e o 4o. quarto terminou 32 x 31 para sua equipe.

Voltando à Macaé...

o Eddy anotou 12 pontos... nos primeiros 5 minutos de jogo.

Ele realizou jogadas espetaculares muito acima da linha do aro...

e está demonstrando maestria nas jogadas em vários tempos.

Dá gosto de ver o Márcio Dornelas jogar.

Mesmo numa noite em que não começou acertando...

ele manteve sua personalidade durante toda a partida...

e cresceu nos momentos decisivos do jogo.

Não posso encerrar esse 'Ora, Bolas!' sem falar da vitória do Basquete Cearense sobre o Flamengo, no Rio.

Já que falei em beleza de projetos...

curto demais o projeto cearense.

O Mago Bial (pedindo licença ao ídolo Rossinho)... está sabendo dirigir com equilíbrio...

um plantel que tem que ser equilibrado.

Audrei (37 minutos em quadra)... Duda Machado (35)... Davi (35)... Toledo (33).

Todos brilhando individualmente.

O time vem se destacando defensivamente (conseguiu fazer o Flamengo anotar somente 66 pontos)...

mas valorizando... e muito... o ataque.

No Flamengo...

Vários craques atuando menos de 20 minutos por jogo.

Ninguém conseguindo brilhar... no aspecto individual...

e um elenco exagerado de mega estrelas...

não conseguindo manter média de 80 pontos por confronto.

Felizmente...

a modernidade não consegue modificar os conceitos básicos do jogo.

Titular sempre será titular...

mas sem cadeira cativa.

Time titular é o que estiver melhor... naquele momento da temporada.

Reserva tem que saber que é reserva... e cumprir funções quando os titulares não estiverem funcionando.

Titular começa e termina a partida.

E cada uma das 5 funções (dividida entre titulares e reservas)...

tem que ter como objetivo...

anotar 20 pontos por jogo...

somando uma média...

de aproximadamente, 100 pontos em cada partida.







quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Muricy anula Arão... curte carrapatos... e time não incendeia a torcida rubro-negra

Minha decepção com o Muricy é total.

Ele foi colocado como o símbolo maior da reeleição da atual administração azul do Flamengo.

Muito foi dito que ele estava arejado...

que realizou cursos no melhor clube da Espanha.

Mas parece que nada mudou.

Temos que reconhecer que a seriedade aumentou...

que o bonde da Stella anda estacionado em algum lugar escondido...

e que os jogadores estão muito mais comprometidos.

Mas não existe futebol (em 2016)... sem se pensar em parte tática.

Nos primeiros jogos do Flamengo nessa temporada...

foi unanimidade... nas redes sociais rubro-negras...

que o time melhorou muito com a contratação do volante-meia William Arão.

Teve comentarista fera do Sportv...

que chegou a analisar que o Arão era um meia diferenciado...

mas que ainda era um volante limitado.

Esse 'Ora, Bolas!' comentou que o Flamengo não poderia sonhar mais alto...

enquanto jogasse com um volante de contenção.

Analisamos que o Márcio Araújo era jogador de time médio.

E não é que o Muricy surtou ao jogar em São Januário?

Nosso melhor jogador ofensivo nos jogos anteriores...

aquele mesmo que marcou 2 gols contra a Portuguesa...

foi proibido de ultrapassar o meio-de-campo.

O Muricy ficou com medo do Nenê, do Vasco.

Será que só esse "Ora, Bolas!' não vê nada demais no meia vascaíno?

O William Arão foi escalado para ser um carrapato.

O Flamengo jogou com 2 volantes de contenção.

E ainda vai ter gente dizendo que não fazer gols...

é culpa do craque Guerrero.

A equipe de juniores do Flamengo...

deu show na Copinha...

jogando com 2 volantes-meias.

Ronaldo e Trindade se destacavam...

por fazer lançamentos geniais...

por aparecerem em todos os setores do ataque... em momentos decisivos...

e por terem chutes perigosos de fora da área.

Pelo visto...

jamais jogarão nos profissionais.

Eles têm muito futebol... para ficarem jogando de carrapato.

A torcida do Flamengo não merece isso.

Uma torcida que não teve medo de ir à São Januário...

que não tem medo de ir nas padarias no dia seguinte aos jogos...

não merece ter um técnico que escala carrapatos.

Queremos volantes de alto nível.

Queremos que deixem o William Arão atacar...

e que se escalem meias que exerçam a cobertura... e a recomposição... necessária.

Queremos um time que ataque por todos os setores.

Que contagie a torcida durante os 90 minutos.

Queremos um técnico que saiba que não é a torcida que tem que contagiar o time...

e sim...

o time que tem que incendiar a torcida.

Torcida do Flamengo não teve medo de São Januário...
já o treinador rubro-negro...


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Pinheiros, com alma sorocabana... e rio-pretense... derrota Sorocaba... que não tinha americanos para marcar americanos

O NBB apresenta uma questão muito interessante.

Temos equipes que representam verdadeiras nações.

O Flamengo, quando vence... alegra milhares de pessoas.

Franca, Bauru, Mogi, Caxias do Sul, Basquete Cearense, Brasília... e todas as outras equipes que possuem grandes comunidades envolvidas nos projetos...

também são capazes de gerar bilheterias, audiências televisivas... e o consumo de muitos objetos personalizados.

Quando fomos campeões brasileiros... com a Telemar...

vivi uma experiência nada gratificante.

Familiares no aeroporto...

e funcionários num prédio da Telemar, no Leblon...

foram os únicos que manifestaram algum tipo de alegria pela nossa conquista.

Isso é bom para o esporte?

Tenho muito orgulho de ter sido supervisor-técnico do E.C. Pinheiros (SP)... por quase 3 anos.

É um dos melhores clubes do Brasil...

e tem no seu quadro associativo... os maiores empresários do país.

Mas sempre faltou uma comunidade numerosa.

Uma torcida quente e interativa.

O ginásio do Pinheiros é delicioso... mas não provoca pressão em ninguém.

Só sei que o Pinheiros se encontrou em Sorocaba.

Adoro o Rinaldo.

Ele foi meu atleta juvenil no Flamengo... e sempre demonstrou um amor fervente ao basquete.

Ele é uma dos personagens mais importantes do nosso esporte.

Com acertos e erros... ele emociona em todos os momentos.

O torcedor sorocabano... ganhando ou perdendo...

volta para casa tendo participado, sempre... de um grande espetáculo.

Liga Sorocaba 63 x 80 Pinheiros, sábado, na Rede Tv.

Os craques norte-americanos, Bennett e Holloway, do Pinheiros...

incorporaram o calor sorocabano.

Bennett, que foi importado para o Brasil... pelo meu querido América, de Rio Preto...

anotou 15 pontos, pegou 8 rebotes... deu 8 assistências, sofreu 7 faltas pessoais... e obteve 20 de eficiência.

Aliás...

é impressionante a capacidade do super-dirigente Marino Manella... de Rio Preto (SP)...

sempre com orçamentos reduzidos...

de acertar na escolha dos seus norte-americanos.

Rashaum (atualmente brilhando no Basquete Cearense)...

Kevin White (que, infelizmente, nenhuma outra equipe brasileira quis apostar)...

e Bennett... são exemplos recentes de casos de sucesso na importação rio-pretense.

Holloway, que brilhou na temporada passada pelo Paulistano...

anotou 18 pontos, deu 5 assistências... e obteve 19 de eficiência.

Nosso ídolo Marcel...

que se diverte muito nos comentários...

e agrega muitos conceitos importantes nas suas intervenções...

testemunhou que... quando brilhou na Itália...

seus técnicos gostavam que norte-americanos... marcassem norte-americanos.

Completou explicando:

"Para marcar americanos... é preciso saber se deslocar lateralmente...

e brasileiro não aprende isso.

Nossos defensores gostam de pular".

Como Sorocaba não tinha americanos para defender...

O armador Neto, de Sorocaba... continua na sua cruzada para ser o cestinha desse NBB.

Não sei não...

time aonde o armador quer ser cestinha...

Ele anotou 25 pontos (e ninguém pode tirar o valor disso)...

mas deu apenas 3 assistências.

Mesmo assim, obteve incríveis 26 de eficiência.

Ele me lembrou o Macaé Basquete... na temporada passada...

aonde a equipe só se tornou vencedora... quando o Jamaal passou a dar assistências.

São craques muito acima da média...

mas não se vence, no basquete... sem armadores armadores.

O Flamengo, da temporada passada... é um grande exemplo disso.

O argentino Laprovittola era o cestinha do NBB... nas primeiras rodadas.

Só que... quanto mais o marcavam...

mais ele fazia o time jogar.

Ele não foi o cestinha geral, no final...

mas foi o MVP da competição...

e o grande campeão... ao término da temporada.

"Estamos correndo mais do que a bola", falou o técnico Rinaldo... numa pedida de tempo.

Gostei demais do Fab Melo...

10 pontos, 10 rebotes... 13 de eficiência... e basquete para jogar em qualquer time do país.

Outro comentário divertidíssimo do Marcel...

foi em relação aos contra-ataques.

"Acho que a Liga deveria autorizar a utilização de capacetes nos contra-ataques"

Tenho que concordar.

Num jogo aonde a emoção ficou aflorada...

numa partida aonde a euforia... e a depressão... jogaram lado a lado...

tocos e faltas mais vigorosas... foram inevitáveis.

Só sei que vi um Pinheiros extremamente competitivo.

Um Pinheiros guerreiro.

Um Pinheiros vencedor, com alma sorocabana.

Bennett é mais um norte-americano importado pelo América, de Rio Preto...
e brilha agora no E.C. Pinheiros (SP)

Fab Melo é jogador para qualquer time do Brasil

Holloway deu uma exibição de gala em Sorocaba

Neto é o cestinha do NBB