sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Zé Ricardo, Merlô e Paquetá arrebentam... e Flamengo atinge o G-4 da Copinha

O brilhante jornalista do Globo e do Sportv, Carlos Eduardo Mansur, escreveu...

e o 'Ora, Bolas!', humildemente, concorda...

que um dos grandes destaques da Copa São Paulo de Futebol Junior 2016...

é o técnico Zé Ricardo, do Flamengo.

Na fase quartas-de-final...

(finalmente a competição ganhou uma cara normal...

apesar de suspender jogadores com 2 cartões amarelos... e não zerar os cartões nas fases finais)...

o Flamengo derrotou o poderoso São Paulo por 2 x 0...

com 2 gols do artilheiro europeu Felipe Vizeu...

que é a cara do MC Merlô... da Regra do Jogo, da Tv Globo.

Aliás, esse 'Ora, Bolas!' anda muito orgulhoso de ter cantado a pedra...

lá no começo da Copinha.

Contra o Tricolor Paulista...

o Merlô voltou a cair pelos lados do campo... a recuar para ajudar o meio...

e a marcar os gols decisivos... sabendo chutar com os 2 pés (um de cada vez).

O que corre o Lucas Paquetá... todos nós sabemos.

Mas contra o São Paulo foi demais.

A dupla Banguelê e Foguete (do São Paulo FC) saiu de campo irritada.

Ele saía da lateral esquerda para a ponta direita... num piscar de olhos.

O comprometimento do meio de campo do Flamengo é algo raro no futebol brasileiro.

O mérito do técnico Zé Ricardo é total.

Em cada jogo... um sistema diferente.

Em todos os jogos... várias situações de gol nos 10 primeiros minutos de jogo.

Em jogo do Zé Ricardo... ninguém pode chegar atrasado no estádio.

Contra o São Paulo, o Flamengo jogou recuado.

O meia volante Ronaldo compôs uma linha de 5 bastante recuada.

O São Paulo não encontrou espaços para jogar.

O Flamengo mandou no jogo.

Não sei se o Ronaldo estava cansado, ou lesionado...

só sei que ele não se ofereceu ao ataque.

E o Trindade também foi pouco.

A santíssima trindade não foi acionada.

Aliás, a única coisa que não harmonizo com o Zé... é sobre o Patrick.

Eu o considero um jogadoraço (em formação)... a ponta da santíssima trindade.

O Zé Ricardo anda utilizando ele muito pouco.

É óbvio que deve haver razões para isso. Só quem vive o dia-a-dia é que pode saber.

Então, quem ia era o Paquetá... e o Kléber (que barrou o Matheus Sávio - 10, que é talentoso, mas falta força).

O Flamengo não jogou o futebol vistoso de outros jogos.

Jogou para vencer.

Esse técnico é bom demais.

Faço minha as palavras do Mansur...

e de muita gente boa da internet.

Torcemos pelo sucesso do Muricy...

mas na primeira chance...

o Zé Ricardo merece uma chance nos profissionais de um grande clube.





Fuminho respeita o Basquete Feminino... Americana boicota a alegria... dá show de eficiência... e derrota Venceslau

Não tem crise no basquete feminino que sobreviva à uma transmissão do José Alberto Fuminho.

Ontem, ele estava turbinado.

Pegou todo mundo de surpresa.

Ele conseguiu dar imagem às suas vibrantes transmissões radiofônicas.

Bastava acessar o canal do youtube. Sensacional.

Bem que ele tentou. Mas o jogo parecia um velório.

Para quem não sabe (e não é pouca gente)... o caráter do feminino é completamente diferente do masculino.

Me cortou o coração ver a Gil chorando ao dar uma entrevista após o jogo... ao se referir sobre a situação da Clarissa.

e olha que o Fuminho sempre disse que a Gil é a Clarissa... sem tiara.

Só sei que foi o segundo boicote de Americana.

Primeiro, elas boicotaram a Seleção Brasileira.

Ontem, boicotaram a alegria.

Mas como é feminino, o foco foi total...

e o time jogou muito. Deu gosto de ver.

Corinthians / Americana 87 x 51 Presidente Venceslau

5 jogadoras com 2 dígitos de eficiência.

Gil (18 pontos e 17 de eficiência); Izabela Sangalli (12 pontos e 15 de eficiência); Damiris (20 pontos e 14 de eficiência); Oyanasis Gelis (11 pontos e 12 de eficiência); e Melissa Gretter (5 pontos e 16 de eficiência). Fantásticas.

Somando com a Karla... e com a Chuca... que jogam a vera o tempo todo... o time continua bastante competitivo.

Só que o basquete só se sustenta no binômio alegria + responsabilidade.

E no feminino não é diferente.

Então vai mais um pequeno conselho para um grande campeão.

Nosso bravo Ricardo Molina deu uma lição de altruísmo e de amor ao basquete.

Ele colocou o respeito ao basquete feminino brasileiro acima dos interesses do basquete de Americana.

Ele ensinou que a vitória tem um preço...

e que não está disposto a pagar qualquer preço para vencer.

Bato palmas, em pé, para ele.

Mas o momento exige habilidade.

Do outro lado, existe a facção.

O pai é terrível.

Mas nós podemos vencer.

O grande culpado desse episódio da Clarissa foi o empresário dela.

Os empresários não são esportistas. Eles só pensam naquilo.

A Clarissa é pura. Ela é inocente. Ela é amada por toda a Nação.

Alguém faça alguma coisa.

Conversem com a Babu.

Façam ela pedir desculpas. Primeiro ao grupo.

Não por ter defendido o Brasil. Mas pela provável inabilidade das suas atitudes.

Pela falta de conversa.

Por não ter procurado a Associação de Atletas... que tinha que ter se posicionado.

Afastem esse maldito empresário... que só causa problemas.

Conversem, com habilidade, com o Molina.

Façam ele entender que a intransigência é característica do outro lado.

E que existe uma solução que é boa para todos.

O Fuminho merece.

Mestre Vendra também.





quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O Melhor Banco do Brasil

Rio Claro bem que tentou.

Realizou um primeiro quarto primoroso.

O trabalho do Dedé Barbosa me enche os olhos.

Apesar de jovem, ele demonstra muita atitude... e conhecimento do jogo.

Seu talento é nato.

Me desculpem alguns jovens esforçados.

Mas o Basquetebol é um esporte elitista. Discriminador. Ele exige talento.

Isso serve para técnicos... atletas... árbitros...

Não basta ser esforçado.

É lógico que estou me referindo ao alto rendimento.

Mas também é lógico que tem que haver esporte para todos.

Voltando à Rio Claro.

Que coisa linda o Ginásio Felipe Karam.

Mesmo sabendo que não dava para vencer... a torcida lotou o ginásio.

Rio Claro ama basquete.

Não sei não...

estou com a impressão que na próxima temporada...

os super-investimentos vão acabar.

E penso que isso vai ser muito bom.

O time de Rio Claro é forte.

Mas o Flamengo exagerou na hora de montar o plantel.

Parece time da NBA.

Quando a coisa estava enroscada... o José Neto trocou os 5...

e o Marcelinho Machado desequilibrou.

Teve um internauta que perguntou se o JP Batista era o melhor 6o. homem do NBB.

Ora, bolas!

Ele é olímpico.

O Flamengo abusa.

O Cristiano Felício saiu do banco direto para o Chicago Bulls.

e o JP Batista vai do banco direto para as Olimpíadas.

Isso é um pouco demais para a cabeça de muita gente.

Aliás...

O Flamengo está se especializando em mexer com a cabeça de gente muito boa.

Jogadores que chegaram no topo das suas carreiras...

jogando 30 minutos por jogo... e mantendo médias altíssimas de eficiência...

estão se acostumando a dividir tempo e espaço em prol do time... tipo NBA.

Só que na NBA... o jogo tem 48 minutos.

Ontem...

Para ilustrar o que estou dizendo...

o Marquinhos atuou 27 minutos, anotou 19 pontos e obteve 22 de eficiência. Excelente.

o JP Batista, que vem tendo números impressionantes... atuou apenas 18 minutos, anotou 15/20 pontos e obteve 17 de eficiência.

o Marcelinho Machado, que foi o grande responsável pela reação rubro-negra, atuou 23 minutos, anotou 13 pontos e obteve 15 de eficiência.

Robinson (11), Rafael Mineiro (11), Rafa Luz (10) e Meyinsse (10) compuseram o grupo de 7 jogadores que conquistaram 2 dígitos de eficiência.

Não posso deixar de registrar os seguintes números:

Robinson e Olivinha atuaram apenas 15 minutos.

O Ronald Ramon atuou 19 minutos, não assinalou nenhum pontos (0/10) e obteve -1 de eficiência.

Só sei que estou de olho.

NBB não é NBA.

Acho que a diretoria do Flamengo exagerou.

Tem titular demais.

O Neto está tentando resolver esse problema com muito ritmo... muito volume... muita marcação.

Talvez...

cansando bastante os caras...

eles não tenham forças para reclamar de nada.

O banco do Flamengo é a grande força da equipe

Torcida de Rio Claro ama o basquete

Marcelinho Machado comandou mais uma grande vitória rubro-negra

Dedé Barbosa é um técnico em constante evolução



quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Mogi chegando

Flamengo e Bauru são os grandes favoritos em tudo que disputarem nessa temporada.

Mas vou dizer uma coisa.

O Brasil está muito bem representado na Liga das Américas.

Quem quiser ser campeão, de qualquer coisa... vai ter que passar pelo Mogi.

O jovem Padovani está arrumando o time.

Não é uma equipe fácil de ser dirigida.

Tem muito craque manhoso.

Mas quando eles querem jogar...

O Larry Taylor está voltando a ser o alienígena.

Sua atuação na República Dominicana foi magnífica.

O Shamell, com a cabeça boa, desequilibra.

O Tyrone é top 5 nesse NBB... e na Liga das Américas.

O que mais me impressionou nas 3 vitórias do Mogi na primeira fase da Liga...

foi o amadurecimento do Lucas Mariano.

Ele jogou basquete de gente grande.

O Filipin é ponta firme. Isso não é novidade.

O Vágner é útil. Agora, ele descobriu as assistências.

O Gersão Monstrão... está voltando a ser o rei do garrafão.

O Jimmy é o defensor mais chato do Brasil.

Fica faltando só o Paulão.

Esse é um caso muito especial. Porque não depende só dele. É necessário que a parte tática o favoreça.

Mas a evolução geral é nítida.

Temos tudo para ter um final de temporada eletrizante entre essas 3 equipes... que possuem plantéis para manter volume de jogo com intensidade elevada...

sem falar de outras equipes que, talvez, não possuam tantos craques reunidos num só time...

mas consigam administrar o jogo da maneira que melhor lhes convier.

Afinal, uma partida de basquete dura apenas 40 minutos.


Brasília, menos eficiente, derrota Paulistano, que precisa voltar a sorrir

Quando digo que o basquete é tão complicado quanto a física quântica...

Tenho utilizado os índices de eficiência das estatísticas do NBB para explicar minhas teorias sobre as equipes do Flamengo e do Bauru.

Ontem... assisti Paulistano 75 x 81 Brasília.

Só que o resultado final no quesito eficiência foi: Paulistano 80 x 79 Brasília.

Pode isso, Arnaldo?

Pode o Paulistano ter sido mais eficiente... mesmo perdendo o jogo?

A garotada pira.

Outra coisa que virou 'lugar comum'... é explicar tudo com 'temos que melhorar nossa defesa'.

"Não fizemos nenhuma cesta... se marcarmos melhor, vamos atacar melhor"

Não aguento mais isso!

O Sírio... de Mortari, Oscar Schmidt, Marcel... não marcava ninguém... e fazia 120 pontos por jogo.

O primeiro tempo acabou 36 x 29 para o Brasília.

A doce Giovanna Terezinno entrevistou o Pecos, do Paulistano, que não titubeou:

"Tomar 36 pontos é muito!"

Como assim?

Fazer 29 pontos é que é muito pouco.

Ele queria ter vencido o primeiro tempo por 29 x 28? Ele acha que está jogando mirim?

O que é unanimidade...

é que a atitude do time de Brasília melhorou muito.

O jovem técnico Bruno Savignani encontrou o equilíbrio tão procurado e desejado.

Magic Fúlvio e o craque Deryk dividem a armação.

Gui Giovanonni e Cipolini criam uma enorme confusão no sistema defensivo adversário, alternando ótimas jogadas dentro e fora do garrafão.

O pivô Ronald está amadurecendo. Uma pena que falte outro pivozão para revezar com ele.

O Jeferson Campos é um jogador muito voluntarioso... que ajuda a acelerar o ritmo do time.

O Pilar e o Coimbra jogam em qualquer time.

Só sei que Bauru e Flamengo são franco favoritos a estarem no G4.

Mogi e Brasília caminham para atingirem o mesmo nível.

O Paulistano largou na frente.

Mas perdeu força. Perdeu volume.

O Caio Torres tem que ir mais para a cesta. De preferência, na posição 5. Ali, ele é imarcável.

Valtinho e Dawkins têm que errar mais. Ousar mais. Brilhar mais.

O Gustavinho tem que voltar a sorrir.

Senão...

Sua equipe continuará jogando um basquete eficiente...

mas o vencedor continuará sendo a equipe adversária.

O armador Deryk está mantendo média de eficiência acima de 20 há vários jogos

Alessandra aquece o Rio... Jovens talentos sonham ser astronautas

Já que meti a mão no vespeiro...

Sou apaixonado pela Alessandra...

ela sempre deu verdadeiras lições de amor ao basquetebol.

Então, temos a mesma religião. Somos irmãos na fé.

Ela atua no Movimento Máster... nos Jogos Abertos...

nos Jogos Universitários... em peladas de ruas...

basta ter uma bola de basquete... que ela pode estar por lá.

Acho isso sensacional.

Afinal de contas, ela conquistou duas medalhas olímpicas (prata, em Atlanta; bronze, em Sidney).

Essa crônica é motivada por uma questão cultural...

quando eu era uma criança pequenininha... lá em Barbacena...

me ensinaram... que nos Estados Unidos... quando uma pessoa se torna 'olímpica'...

é reverenciada pela sociedade... até o final da sua vida.

Sei lá...

Só sei que sempre quis me tornar um olímpico...

tipo Miguel Ângelo da Luz... e Alessandra.

Será que era melhor sonhar em ser astronauta?

Uma vez... no Paraná...

Cheguei com uma Seleção Carioca de Base...

e o Ubiratan Pereira Maciel (um dos maiores craques brasileiros de todos os tempos)...

Bronze nas Olimpíadas de Tóquio... e Campeão Mundial em 1963...

e membro do Hall da Fama, em Springfield (Massachusetts), Estados Unidos...

dirigia a van... que transportava nossa equipe.

Não achei legal... mas tudo bem, ele estava precisando trabalhar.

Mas será que não havia uma função no basquete para ele ser melhor aproveitado?

Só sei que utilizei ao máximo a oportunidade para que ele passasse sua experiência para a nossa molecada.

Para a Alessandra...

acho fantástico estar exercendo a função de voluntária no evento-teste do basquete feminino...

e enxugando a quadra do torneio que aconteceu no Rio...

no final de semana passado.

Se ela quiser um ajudante... estou às ordens.

Mas para a imagem transmitida aos jovens atletas que sonham em se tornar olímpicos...

não acho legal.

Sei lá...

preferiria que ela estivesse numa função mais glamurosa...

exibindo suas medalhas...

demonstrando que, no Brasil, tudo é possível...

e impedindo que jovens talentos passem a sonhar em ser astronautas.

Alessandra deu um enorme exemplo de atitude, humildade e respeito ao basquete.
Uma verdadeira lição para muita gente que comanda o esporte
 e só pensa em se locupletar dele


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Carta Aberta ao Ricardo Molina

Eu não consigo ficar calado!

Sei que vou meter a mão no vespeiro... de novo!

mas tenho tantos anos de estrada...

que não dá para ver o barco afundar e todo mundo ficar olhando.

É preciso um pouco de comprometimento.

Na gestão passada... a CBB acabou com o BCN... e ninguém abriu a boca.

Eu sempre dormi tranquilo.

Mesmo sabendo que minhas crônicas custaram a minha carreira no basquete.

Agora, vão querer acabar com Americana.

Eu não aguento isso.

Querido Molina.

O basquete de Americana precisa de você.

Tenho larga experiência no futebol profissional... e afirmo que nunca esperei absolutamente nada de nenhum empresário de jogador.

Eles não são dotados de qualquer tipo de altruísmo... ou ideologia... que não seja financeira.

No basquete não é diferente.

Esqueça o basquete brasileiro.

Seu compromisso é com sua cidade... e com suas jogadoras.

Lute por elas.

Não fique chateado com a Clarissa.

Ela seguiu a Regra do Jogo.

O Dornelas também.

A facção não é fácil. O pai é terrível.

Na verdade, o movimento foi muito bem intencionado...

mas cometeu erros políticos terríveis.

A Associação de Jogadores é que tinha que se posicionar oficialmente...

e as federações tinham que ser envolvidas.

No organograma, não existe relação direta clube-confederação.

E o pai sabe disso.

Canalize seus sentimentos para captar forças... no sentido de ganhar mais um campeonato brasileiro.

Afinal, isso aqui é Corinthians!

Desfile em carro de bombeiros. Essa é uma resposta legal.

Mestre Vendra merece.

Utilize a parte política para moralizar a Liga Feminina. Como pode uma entidade que tem 6 clubes... ficar contra a posição de 5 deles? Algo está muito errado na escolha da sua liderança.

Converse com a Federação Paulista. Conheço bem o Enyo. Ele é bacana e vai te ajudar.

Esquece a CBB. Ela não tem nada a ver com clubes.

Esquece seleções.

Prioriza a opinião pública.

Prioriza as rivalidades internas.

Prioriza quem te dá valor.

Prioriza esse cronista... que torce muito por você.

Prioriza ser feliz.

Ricardo Molina é um dos grandes dirigentes do basquete brasileiro
 e merece ser tratado com todo carinho e respeito