Já escrevi nesse espaço que o basquete sofreu (e continua sofrendo) um genocídio...
que eliminou as principais cabeças pensantes do nosso esporte.
Como o basquete é um esporte amoldado para pessoas fortes...
e basqueteiros são pessoas de personalidade forte...
os principais nomes do nosso esporte foram afastados, perseguidos e difamados.
Não tenho problemas em reconhecer que sinto dificuldade em me sentir afastado do esporte que mais amo, estudo e conheço...
mas tenho mais dificuldade ainda em perceber o afastamento de Edvar Simões, Hélio Rubens, Wlamir Marques, Magic Paula, Rainha Hortência, Cláudio Mortari, Oscar Schmidt...
para ver decisões serem tomadas por pessoas que nada representam na história do nosso esporte...
ou pior ainda...
que entrarão para a história pelas denúncias de corrupção, clientelismo e outras práticas hediondas...
que todos sabem que são verdadeiras...
mas que ninguém tem coragem de se manifestar.
No 'Ora, Bolas!' de hoje...
quero me fixar no tema "Técnico em Basquetebol".
Exatamente o tema que a CBB mais odeia.
Um técnico só melhora com o tempo.
Ele vai aprendendo a conviver... e resolver... problemas de maior qualidade.
Ele vai virando as páginas do manual.
E tem mais...
é uma profissão... que exige dons específicos.
Talento nato.
Bauru, ontem, respirou aliviado.
Assisti à uma grande exibição do time bauruense (90 x 68 Franca, no Pedrocão).
Bauru conquistou as Américas comandado pelo mais preparado técnico em atividade no país.
Ninguém entendeu a saída intempestiva do Guerrinha.
Ninguém é criança.
É lógico que algo aconteceu.
Mas dói ver um profissional do quilate do Guerrinha desempregado.
Dói mais ainda... ver outros projetos apostarem em assistentes iniciantes (com pouca bagagem e poucas horas de vôo) em detrimento de um técnico capaz de resolver uma enorme quantidade e qualidade de problemas.
Pelo menos, Bauru apostou no Demétrius.
O Demétrius, desde que jogava, já era um técnico dentro da quadra.
Ele tem liderança...
é inteligente, carismático... francano... filho do meu amigo Edson Ferraciú...
e está a cada dia mais experiente (óbvio).
Já brinquei aqui nesse espaço dizendo que ele estava abusando do uso da prancheta...
mas isso sempre foi normal em técnicos iniciantes.
Para sua carreira, foi excelente trocar o Minas pelo Bauru.
A derrota para a Liga Sorocabana (na última rodada de 2015) também foi excelente...
porque proporcionou liberdade para iniciar um novo trabalho.
Ontem...
Bauru... 16 bolas de 3 pontos em 29 tentadas (55%).
Jefferson... 30 pontos em 31 tentados... 6/6 de 3... 5/5 de 2... 34 de eficiência.
Paulinho Boracini, que o 'Ora, Bolas!' afirmou que tinha que jogar... 16/16 pontos e 18 de eficiência,,, em 17 minutos jogados.
Alex Garcia...19 de eficiência.
Bauru livre, leve e solto.
"Nosso time já está com a cara do Demétrius", afirmou Jefferson, após o jogo.
"Quando Bauru joga assim, é impossível vencê-los", declarou Mathias, de Franca (ex-Bauru), que conhece bem o potencial da equipe campeã das Américas.
Só sei que o Bauru já conduziu um super-técnico ao degrau mais alto da carreira no continente...
e se prepara para levar outro para o mesmo lugar.
sábado, 9 de janeiro de 2016
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
A Página 11 do Basquete Feminino Brasileiro
Eu tinha jurado que não iria mais escrever sobre a atual crise do atual basquete feminino brasileiro.
Só que acontece que o poço tem fundo falso.
Tenho insistido em esclarecer que as crises ocorrem por causa de pessoas erradas em cargos vitais.
Pessoas aparentemente competentes... mas que só sabem ir até a página 10.
Quando se deparam com problemas de determinada qualidade... só fazem besteira.
Escrevi um 'Ora, Bolas!', ontem, sobre o futebol junior do Flamengo que bateu todos os recordes de visualizações.
O que é que me faz voltar a escrever sobre basquete feminino?
A resposta é simples: pessoas que eu amo e admiro.
Barbosa e Vendramini são sagrados para mim.
Laís e Arilza moram no meu coração.
Reconheço no Roberto Dornelas a pessoa mais importante do atual basquete feminino brasileiro.
Entre as atletas... muitas são especiais demais... para, simplesmente, eu esquecê-las.
Apesar de estarem merecendo.
Então vamos lá.
E não vou ter medo de ser arrogante...
é para o bem de TODOS.
Do que eu vi até agora... só duas pessoas conseguiram passar da página 10:
O Balassiano e o Bert
Todos os outros se enrolaram.
Não tenho medo de dizer que fiz a Clarissa nascer para o basquetebol.
Conheci aquela campeã de arremesso de peso (atletismo da Mangueira) e soube que ela fazia escolinha de basquete no Miécimo da Silva, em Campo Grande.
Convidei o Miécimo para disputar (de graça, sem pagar nem as taxas de arbitragem) o A-4 da Copa Eugênia Borer (competição que durava mais de 6 meses no calendário da FBERJ).
Promovi um intercâmbio do Finasa Osasco no Bradesco do Rio de Janeiro... enfrentando 3 times do Rio de Janeiro...
e pus a Clarissa jogando nos 3 times.
O pessoal do Finasa ficou muito bravo comigo.
Com isso, conseguimos que a mãe da Clarissa deixasse ela jogar basquete (ela não queria que a filha mudasse de esporte).
A Clarissa não poderia se apresentar na Seleção Brasileira da forma que se apresentou.
péra aí...
mas o Colegiado não poderia utilizar a Seleção Brasileira para outros fins...
péra aí...
mas a CBB é uma entidade política e deveria saber ouvir e negociar soluções pacíficas e agregadoras para o combalido basquete feminino brasileiro.
péra aí...
mas a CBB tem um presidente que não é presidente. Ele só está ali para fazer seus negócios e não está nem aí para o basquete brasileiro. Ele terceirizou o basquete interno... tirando a pressão (o Oscar Schmidt declarou que ele era melhor do que o antecessor porque permitiu a criação da Liga) e colocou pessoas na CBB de personalidade adequada aos seus interesses.
péra aí...
a coisa está tão complicada... que vi gente elogiando o fato do novo presidente da Federação Paulista (meu amigo Enyo) por ter ido na apresentação da Seleção Brasileira na capital paulista. Gosto demais dele, mas penso que jamais deveria ter ido. Afinal, seus filiados (que são sua razão de existir) estão posicionados contra esse momento. O momento é político. Presidentes de federações (principalmente das federações aonde existem os clubes do feminino) deveriam estar negociando com a CBB.
será que não tem ninguém lúcido nessa história? Estão querendo mostrar força para quem? Não estão vendo que nessa luta não haverá vencedores?
Pessoal...
Vamos para a página 11...
A página pós olímpica...
Como ficará o Sampaio Correa, que foi uma das maiores conquistas do esporte nacional dos últimos tempos?
Como ficarão Érika e Clarissa, que deveriam se tornar nossas referências na mídia nacional?
Como ficará o Corinthians Americana, uma marca poderosíssima e dona de uma tradição insubstituível?
Como ficarão as atletas que não se apresentaram na Seleção Brasileira e tiveram suas cartas expostas sem nenhuma necessidade, nem inteligência?
Como ficará a Adriana, dona de um passado de glórias e de um presente promissor... agora subalterna de um esquema que lembra o que de pior já vivemos no basquete brasileiro?
Como ficará o Zanon, que teve a grandeza de renunciar ao sonho de dirigir a Seleção Brasileira numa Olimpíada no Rio de Janeiro, numa tentativa de unir o basquete feminino brasileiro?
Como ficará uma modalidade que já afastou Rainha Hortência, Magic Paula, Janeth, Maria Helena, Heleninha... se perder o Colegiado?
Isso deve ser problema de alguém...
Para não ficar confuso... vale uma explicação.
Se apresentar... ou não se apresentar... não resolve nada.
Peço desculpas ao meu ídolo Guilherme Giovanonni...
mas a solução tem que ser coletiva.
Uma assembléia da classe JÁ!
Uma posição da categoria.
O Bert lembrou bem.
O vôlei já fez isso.
Não aceitaram uma convocação do meu amigo Marco Aurélio Motta...
e a CBV foi obrigada a trocar de técnico... chamando o José Roberto Guimarães.
Só que foi uma decisão coletiva... forte... inquestionável... e sem nenhuma conotação individual.
Só que acontece que o poço tem fundo falso.
Tenho insistido em esclarecer que as crises ocorrem por causa de pessoas erradas em cargos vitais.
Pessoas aparentemente competentes... mas que só sabem ir até a página 10.
Quando se deparam com problemas de determinada qualidade... só fazem besteira.
Escrevi um 'Ora, Bolas!', ontem, sobre o futebol junior do Flamengo que bateu todos os recordes de visualizações.
O que é que me faz voltar a escrever sobre basquete feminino?
A resposta é simples: pessoas que eu amo e admiro.
Barbosa e Vendramini são sagrados para mim.
Laís e Arilza moram no meu coração.
Reconheço no Roberto Dornelas a pessoa mais importante do atual basquete feminino brasileiro.
Entre as atletas... muitas são especiais demais... para, simplesmente, eu esquecê-las.
Apesar de estarem merecendo.
Então vamos lá.
E não vou ter medo de ser arrogante...
é para o bem de TODOS.
Do que eu vi até agora... só duas pessoas conseguiram passar da página 10:
O Balassiano e o Bert
Todos os outros se enrolaram.
Não tenho medo de dizer que fiz a Clarissa nascer para o basquetebol.
Conheci aquela campeã de arremesso de peso (atletismo da Mangueira) e soube que ela fazia escolinha de basquete no Miécimo da Silva, em Campo Grande.
Convidei o Miécimo para disputar (de graça, sem pagar nem as taxas de arbitragem) o A-4 da Copa Eugênia Borer (competição que durava mais de 6 meses no calendário da FBERJ).
Promovi um intercâmbio do Finasa Osasco no Bradesco do Rio de Janeiro... enfrentando 3 times do Rio de Janeiro...
e pus a Clarissa jogando nos 3 times.
O pessoal do Finasa ficou muito bravo comigo.
Com isso, conseguimos que a mãe da Clarissa deixasse ela jogar basquete (ela não queria que a filha mudasse de esporte).
A Clarissa não poderia se apresentar na Seleção Brasileira da forma que se apresentou.
péra aí...
mas o Colegiado não poderia utilizar a Seleção Brasileira para outros fins...
péra aí...
mas a CBB é uma entidade política e deveria saber ouvir e negociar soluções pacíficas e agregadoras para o combalido basquete feminino brasileiro.
péra aí...
mas a CBB tem um presidente que não é presidente. Ele só está ali para fazer seus negócios e não está nem aí para o basquete brasileiro. Ele terceirizou o basquete interno... tirando a pressão (o Oscar Schmidt declarou que ele era melhor do que o antecessor porque permitiu a criação da Liga) e colocou pessoas na CBB de personalidade adequada aos seus interesses.
péra aí...
a coisa está tão complicada... que vi gente elogiando o fato do novo presidente da Federação Paulista (meu amigo Enyo) por ter ido na apresentação da Seleção Brasileira na capital paulista. Gosto demais dele, mas penso que jamais deveria ter ido. Afinal, seus filiados (que são sua razão de existir) estão posicionados contra esse momento. O momento é político. Presidentes de federações (principalmente das federações aonde existem os clubes do feminino) deveriam estar negociando com a CBB.
será que não tem ninguém lúcido nessa história? Estão querendo mostrar força para quem? Não estão vendo que nessa luta não haverá vencedores?
Pessoal...
Vamos para a página 11...
A página pós olímpica...
Como ficará o Sampaio Correa, que foi uma das maiores conquistas do esporte nacional dos últimos tempos?
Como ficarão Érika e Clarissa, que deveriam se tornar nossas referências na mídia nacional?
Como ficará o Corinthians Americana, uma marca poderosíssima e dona de uma tradição insubstituível?
Como ficarão as atletas que não se apresentaram na Seleção Brasileira e tiveram suas cartas expostas sem nenhuma necessidade, nem inteligência?
Como ficará a Adriana, dona de um passado de glórias e de um presente promissor... agora subalterna de um esquema que lembra o que de pior já vivemos no basquete brasileiro?
Como ficará o Zanon, que teve a grandeza de renunciar ao sonho de dirigir a Seleção Brasileira numa Olimpíada no Rio de Janeiro, numa tentativa de unir o basquete feminino brasileiro?
Como ficará uma modalidade que já afastou Rainha Hortência, Magic Paula, Janeth, Maria Helena, Heleninha... se perder o Colegiado?
Isso deve ser problema de alguém...
Para não ficar confuso... vale uma explicação.
Se apresentar... ou não se apresentar... não resolve nada.
Peço desculpas ao meu ídolo Guilherme Giovanonni...
mas a solução tem que ser coletiva.
Uma assembléia da classe JÁ!
Uma posição da categoria.
O Bert lembrou bem.
O vôlei já fez isso.
Não aceitaram uma convocação do meu amigo Marco Aurélio Motta...
e a CBV foi obrigada a trocar de técnico... chamando o José Roberto Guimarães.
Só que foi uma decisão coletiva... forte... inquestionável... e sem nenhuma conotação individual.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Felipe Vizeu é craque europeu... e o Flamengo volta a ser favorito no futebol
O Flamengo segue encantando na Copa São Paulo de Futebol Junior 2016.
Há muito tempo um time de futebol do Flamengo não me fazia lembrar os velhos tempos da magia rubro-negra.
O futebol moderno tem uma vertente tática e física que não pode ser desprezada.
O técnico do Flamengo, José Ricardo... que afirmei na crônica passada que não conhecia, continua me provando que é atualizado.
O Flamengo está apresentando um futebol taticamente europeu.
O centroavante, Felipe Vizeu (9), é craque.
Pode ser que ele não vingue aqui no Brasil... mas na Europa, ele será sucesso garantido.
No jogo de ontem (5 x 1 cotra o Palmeira - RN), ele recuava para servir o meia (10) Matheus Sávio, que se infiltrava no meio dos zagueiros adversários.
Isso causou enorme confusão no sistema defensivo potiguar.
O Felipe Vizeu joga em qualquer setor ofensivo. Participou de vários gols... com assistências precisas. Ele não precisa se ajeitar para proporcionar uma boa assistência.
Quando joga centralizado, também marca seus gols.
Não sei não...
ouvi na transmissão que ele nunca treinou nos profissionais do clube.
Acho que o Muricy não vai perder essa oportunidade.
Espero que seus direitos sejam do Flamengo.
Mudando de craque...
Não avisaram no Rio Grande do Norte...
que os meias têm que marcar os volantes adversários.
O volante-craque rubro-negro Ronaldo (5) deitou e rolou.
Ele tem uma visão privilegiada e um passe requintado. Seu estilo lembra o Paulo Henrique Ganso.
O Flamengo tem um meia canhoto (Cafú, 7), que joga alternando os dois lados do campo.
O Ronaldo ainda se deu ao luxo de marcar um gol de cabeça num cruzamento de pé esquerdo do Cafú do lado direito do campo... isso me encanta.
O ataque do Flamengo ainda tem o Paquetá, que cai pelos lados do campo e recompõe a transição defensiva com muita velocidade e energia.
O zagueiro e capitão Léo Duarte (3) tem muita categoria e presença pelo lado direito do sistema defensivo... e libera o lateral-direito Thiago Ennes (2) para atacar na maior parte do jogo.
Thiago Ennes acabou marcando um lindo gol num lançamento espetacular do volante Ronaldo.
Gostei tanto do jogo que até o gol que o Flamengo levou foi marcado pelo Capacete.
Será que foi em homenagem ao Capitão Junior?
Só sei que me peguei emocionado com o futebol do Flamengo como há muito não acontecia.
Não vejo a hora de assistir o próximo jogo.
Se fosse no Rio eu iria...
se tivesse sócio-torcedor eu compraria...
é disso que precisamos.
Time genuíno.
Futebol genuíno.
Uniforme genuíno.
E o Flamengo entre os favoritos ao título máximo do campeonato.
Há muito tempo um time de futebol do Flamengo não me fazia lembrar os velhos tempos da magia rubro-negra.
O futebol moderno tem uma vertente tática e física que não pode ser desprezada.
O técnico do Flamengo, José Ricardo... que afirmei na crônica passada que não conhecia, continua me provando que é atualizado.
O Flamengo está apresentando um futebol taticamente europeu.
O centroavante, Felipe Vizeu (9), é craque.
Pode ser que ele não vingue aqui no Brasil... mas na Europa, ele será sucesso garantido.
No jogo de ontem (5 x 1 cotra o Palmeira - RN), ele recuava para servir o meia (10) Matheus Sávio, que se infiltrava no meio dos zagueiros adversários.
Isso causou enorme confusão no sistema defensivo potiguar.
O Felipe Vizeu joga em qualquer setor ofensivo. Participou de vários gols... com assistências precisas. Ele não precisa se ajeitar para proporcionar uma boa assistência.
Quando joga centralizado, também marca seus gols.
Não sei não...
ouvi na transmissão que ele nunca treinou nos profissionais do clube.
Acho que o Muricy não vai perder essa oportunidade.
Espero que seus direitos sejam do Flamengo.
Mudando de craque...
Não avisaram no Rio Grande do Norte...
que os meias têm que marcar os volantes adversários.
O volante-craque rubro-negro Ronaldo (5) deitou e rolou.
Ele tem uma visão privilegiada e um passe requintado. Seu estilo lembra o Paulo Henrique Ganso.
O Flamengo tem um meia canhoto (Cafú, 7), que joga alternando os dois lados do campo.
O Ronaldo ainda se deu ao luxo de marcar um gol de cabeça num cruzamento de pé esquerdo do Cafú do lado direito do campo... isso me encanta.
O ataque do Flamengo ainda tem o Paquetá, que cai pelos lados do campo e recompõe a transição defensiva com muita velocidade e energia.
O zagueiro e capitão Léo Duarte (3) tem muita categoria e presença pelo lado direito do sistema defensivo... e libera o lateral-direito Thiago Ennes (2) para atacar na maior parte do jogo.
Thiago Ennes acabou marcando um lindo gol num lançamento espetacular do volante Ronaldo.
Gostei tanto do jogo que até o gol que o Flamengo levou foi marcado pelo Capacete.
Será que foi em homenagem ao Capitão Junior?
Só sei que me peguei emocionado com o futebol do Flamengo como há muito não acontecia.
Não vejo a hora de assistir o próximo jogo.
Se fosse no Rio eu iria...
se tivesse sócio-torcedor eu compraria...
é disso que precisamos.
Time genuíno.
Futebol genuíno.
Uniforme genuíno.
E o Flamengo entre os favoritos ao título máximo do campeonato.
![]() |
| Felipe Vizeu é um centroavante no estilo europeu |
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Flamengo, CBB, Basquete Feminino e os Heróis da Resistência
Acabaram as eleições no Flamengo.
Como todos sabem, apoiei a verdadeira oposição no clube, representada pelo candidato Cacau Cotta.
Sempre soubemos que tínhamos poucas chances de vitória...
mas atingimos nosso objetivo.
O Cacau se apresentou como grande rubro-negro... e possuidor de ideias que fariam o Flamengo voltar a ser Flamengo.
O próprio presidente reeleito (Bandeira de Mello) reconheceu o valor da nossa campanha.
Fui surpreendido com o convite para ser o candidato da chapa para o cargo de vice-presidente de esportes olímpicos.
Obviamente, estruturei um plano de governo para o caso de vitória nas urnas.
Um dos principais pontos abordados era o posicionamento político do clube.
O Flamengo tem que ser referência na política esportiva nacional.
Estou falando isso porque acompanho tudo que acontece no nosso basquetebol.
Nas últimas eleições presidenciais...
assombrei muita gente ao falar que preferia o Grego ao Carlos Nunes.
Como sempre fui inimigo (esportivo e pessoal) do ex-presidente...
muita gente me criticou com veemência.
Tentei esclarecer que o Grego havia me procurado para pedir desculpas e reconhecer os enormes erros da sua gestão.
Passei por ingênuo.
Mas sempre achei isso irrelevante.
O que queria demonstrar era que o Carlos Nunes era muito pior.
Ele é educado, articulador e bastante simpático...
mas não gosta de basquete.
Sua gestão tem outros interesses.
Bati muito na tecla que o departamento técnico da CBB não tinha... técnicos.
Nem os técnicos de basquete me defenderam.
Hoje, vejo um cenário diferente.
Os clubes do feminino estão dando um show de atitude.
Uma pena não ter sido eleito...
senão o Flamengo iria se alinhar com eles.
Precisamos disso.
Heróis da resistência.
O Alcir Magalhães tem que voltar...
o Lúcio Castro tem que ser ouvido...
o Fábio Balassiano tem que ser respeitado...
e a CBB, com seus presidentes de federações...
tem que sair dessa enorme zona de conforto.
Como todos sabem, apoiei a verdadeira oposição no clube, representada pelo candidato Cacau Cotta.
Sempre soubemos que tínhamos poucas chances de vitória...
mas atingimos nosso objetivo.
O Cacau se apresentou como grande rubro-negro... e possuidor de ideias que fariam o Flamengo voltar a ser Flamengo.
O próprio presidente reeleito (Bandeira de Mello) reconheceu o valor da nossa campanha.
Fui surpreendido com o convite para ser o candidato da chapa para o cargo de vice-presidente de esportes olímpicos.
Obviamente, estruturei um plano de governo para o caso de vitória nas urnas.
Um dos principais pontos abordados era o posicionamento político do clube.
O Flamengo tem que ser referência na política esportiva nacional.
Estou falando isso porque acompanho tudo que acontece no nosso basquetebol.
Nas últimas eleições presidenciais...
assombrei muita gente ao falar que preferia o Grego ao Carlos Nunes.
Como sempre fui inimigo (esportivo e pessoal) do ex-presidente...
muita gente me criticou com veemência.
Tentei esclarecer que o Grego havia me procurado para pedir desculpas e reconhecer os enormes erros da sua gestão.
Passei por ingênuo.
Mas sempre achei isso irrelevante.
O que queria demonstrar era que o Carlos Nunes era muito pior.
Ele é educado, articulador e bastante simpático...
mas não gosta de basquete.
Sua gestão tem outros interesses.
Bati muito na tecla que o departamento técnico da CBB não tinha... técnicos.
Nem os técnicos de basquete me defenderam.
Hoje, vejo um cenário diferente.
Os clubes do feminino estão dando um show de atitude.
Uma pena não ter sido eleito...
senão o Flamengo iria se alinhar com eles.
Precisamos disso.
Heróis da resistência.
O Alcir Magalhães tem que voltar...
o Lúcio Castro tem que ser ouvido...
o Fábio Balassiano tem que ser respeitado...
e a CBB, com seus presidentes de federações...
tem que sair dessa enorme zona de conforto.
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
5.574 sócios não legitimam a atual administração... Azuis saem da zona de conforto e exigem futebol vencedor
O Flamengo realizou ontem eleição para a escolha do seu presidente no triênio 2016 / 2018.
7.226 sócios estavam aptos a votar.
Eduardo Bandeira foi reeleito com 1.652 votos, ou seja, 5.574 sócios optaram por não legitimar a atual administração.
Conclusão... a Chapa Azul foi reconduzida ao cargo com aval de 22,8% do colégio eleitoral.
Em 2012 (eleição passada), o Flamengo tinha 5.990 sócios votantes.
Em 2015, foram 7.226.
Ontem, 2.753 foram ao clube votar. Em 2012, 2.675.
Acredito que a grande maioria dos sócios novos (1.236), cooptados pelo Só-Fla, tenham votado na situação.
Esses números são definitivos para interpretar o resultado da eleição.
Todos sabem que trabalhei, com muito empenho, para o candidato Cacau Cotta...
e acredito que saímos vitoriosos.
259 votos (10%, aproximadamente) é um número significativo para um jovem que teve 3 meses para mostrar quem era, comprovar a fragilidade dos 2 grupos milionários concorrentes, e pedir votos.
"O Cacau fez uma campanha limpa...
o Cacau provou ser um grande rubro-negro e com ótimas idéias...
nessa eu não vou votar no Cacau, mas na próxima pode contar com meu voto...
vou votar no Bandeira, mas não gostei da administração dele"
Essas foram as falas mais comuns no dia de ontem.
Uma coisa faço questão de frisar.
Na eleição passada, saí extremamente desgastado do clube.
Ontem, saímos com uma sensação de vitória.
Conversei demais com coordenadores azuis e verdes.
O tom foi sempre moderado.
Ouvi do Só-Fla que eles aprenderam muito.
Ouvi que eles aprenderam a respeitar o passado de glórias do clube.
Não custa acreditar.
Afinal de contas, eles mudaram a atitude.
O grito da vitória foi "Ô ô ô, queremos jogador!"
Isso já me demonstra uma significante mudança.
Nós é que não mudamos.
Oposição inteligente, rubro-negra.
Com emoção, mas sem tiro, porrada e bomba.
Tiramos os azuis da zona de conforto...
e torceremos para que eles se tornem menos azuis...
e mais vermelho e preto"
7.226 sócios estavam aptos a votar.
Eduardo Bandeira foi reeleito com 1.652 votos, ou seja, 5.574 sócios optaram por não legitimar a atual administração.
Conclusão... a Chapa Azul foi reconduzida ao cargo com aval de 22,8% do colégio eleitoral.
Em 2012 (eleição passada), o Flamengo tinha 5.990 sócios votantes.
Em 2015, foram 7.226.
Ontem, 2.753 foram ao clube votar. Em 2012, 2.675.
Acredito que a grande maioria dos sócios novos (1.236), cooptados pelo Só-Fla, tenham votado na situação.
Esses números são definitivos para interpretar o resultado da eleição.
Todos sabem que trabalhei, com muito empenho, para o candidato Cacau Cotta...
e acredito que saímos vitoriosos.
259 votos (10%, aproximadamente) é um número significativo para um jovem que teve 3 meses para mostrar quem era, comprovar a fragilidade dos 2 grupos milionários concorrentes, e pedir votos.
"O Cacau fez uma campanha limpa...
o Cacau provou ser um grande rubro-negro e com ótimas idéias...
nessa eu não vou votar no Cacau, mas na próxima pode contar com meu voto...
vou votar no Bandeira, mas não gostei da administração dele"
Essas foram as falas mais comuns no dia de ontem.
Uma coisa faço questão de frisar.
Na eleição passada, saí extremamente desgastado do clube.
Ontem, saímos com uma sensação de vitória.
Conversei demais com coordenadores azuis e verdes.
O tom foi sempre moderado.
Ouvi do Só-Fla que eles aprenderam muito.
Ouvi que eles aprenderam a respeitar o passado de glórias do clube.
Não custa acreditar.
Afinal de contas, eles mudaram a atitude.
O grito da vitória foi "Ô ô ô, queremos jogador!"
Isso já me demonstra uma significante mudança.
Nós é que não mudamos.
Oposição inteligente, rubro-negra.
Com emoção, mas sem tiro, porrada e bomba.
Tiramos os azuis da zona de conforto...
e torceremos para que eles se tornem menos azuis...
e mais vermelho e preto"
![]() |
| Chapa Azul comemorou a vitória na eleição pedindo jogador |
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Vergonha! Flamengo não é dono dos craques que forma...
A diretoria do Flamengo se vangloria de estar inserida na legislação vigente.
No futebol, maior patrimônio do clube, o Flamengo se adequou como Clube Formador.
Através dessa lei, o clube que formar um jogador de futebol...
passará a ter inúmeros direitos sobre esse mesmo jogador...
quando ele se tornar profissional.
É a garantia de lucro em cima do trabalho de base bem feito.
Qual não foi nosso espanto ao ver o BIRA (Boletim de Registro de Atletas) da Federação do Rio?
O Flamengo, em 2015, tem 115 atletas amadores atuando pelo clube.
Desses 115, somente 3 possuem contrato de atleta formado no clube.
Para se ter ideia, fomos pesquisar outros 2 clubes formadores.
O Fluminense tem 15 atletas sob contrato... em 62 amadores atuantes.
O Nova Iguaçu, que trabalha sério sua base... tem 38 atletas sob contrato, em 91 amadores.
Ou seja...
o Nova Iguaçu aposta em quase 50% dos atletas que forma.
O Fluminense confia em lucrar com 25% dos atletas formados em Xerém.
Enquanto isso...
o Flamengo não terá nenhum retorno financeiro em nem 3% dos atletas formados no clube.
Isso é uma vergonha...
97% da base do Flamengo não tem vínculo com o clube.
É a verdadeira farra dos empresários.
E isso num clube que se diz preocupado com austeridade financeira e ótima administração.
O maior ativo do Flamengo é... e sempre será... seu futebol.
E é por isso que afirmamos que o Flamengo se apequena a cada ano nesse modelo de gestão.
No futebol, maior patrimônio do clube, o Flamengo se adequou como Clube Formador.
Através dessa lei, o clube que formar um jogador de futebol...
passará a ter inúmeros direitos sobre esse mesmo jogador...
quando ele se tornar profissional.
É a garantia de lucro em cima do trabalho de base bem feito.
Qual não foi nosso espanto ao ver o BIRA (Boletim de Registro de Atletas) da Federação do Rio?
O Flamengo, em 2015, tem 115 atletas amadores atuando pelo clube.
Desses 115, somente 3 possuem contrato de atleta formado no clube.
Para se ter ideia, fomos pesquisar outros 2 clubes formadores.
O Fluminense tem 15 atletas sob contrato... em 62 amadores atuantes.
O Nova Iguaçu, que trabalha sério sua base... tem 38 atletas sob contrato, em 91 amadores.
Ou seja...
o Nova Iguaçu aposta em quase 50% dos atletas que forma.
O Fluminense confia em lucrar com 25% dos atletas formados em Xerém.
Enquanto isso...
o Flamengo não terá nenhum retorno financeiro em nem 3% dos atletas formados no clube.
Isso é uma vergonha...
97% da base do Flamengo não tem vínculo com o clube.
É a verdadeira farra dos empresários.
E isso num clube que se diz preocupado com austeridade financeira e ótima administração.
O maior ativo do Flamengo é... e sempre será... seu futebol.
E é por isso que afirmamos que o Flamengo se apequena a cada ano nesse modelo de gestão.
![]() |
| Flamengo tem 115 atletas amadores atuando pelo clube... |
![]() |
| ...e somente 3 possuem contrato de atleta formado no Flamengo |
![]() |
| Fluminense tem 62 atletas formados no clube... |
![]() |
| ...15 são vinculados como atletas formados no clube |
![]() |
| Nova Iguaçu, clube formador por excelência, tem 91 atletas amadores atuando pelo clube... |
![]() |
| ... 38 estão vinculados por contrato com o clube |
domingo, 15 de novembro de 2015
Clube de Regatas Flamengo?
Acabei de ler uma reportagem estarrecedora no jornal O Globo...
O tema central foi a derrocada do remo do Flamengo.
O Botafogo acaba de se sagrar tri-campeão estadual da modalidade...
mesmo só tendo 7 títulos em mais de 100 anos de competições.
O Flamengo, historicamente, sempre teve a hegemonia do remo carioca.
Agora, deixou de ser referência.
O pior foi a fala do estranho presidente Bandeira de Mello.
"Não podemos ficar brigando por atletas com Vasco e Botafogo"
Ué!... Essa não é a essência do esporte?
Depois, veio o Marcelo Vido... que tem uma linda história no basquete...
mas que não sei se consegue identificar a proa de um barco de remo...
e diz que o remo do Flamengo está muito bem, obrigado!
Se baseia no fato de que o Comitê Inglês está doando para o clube...
equipamentos modernos, para poder treinar ali para as Olimpíadas.
Qual o mérito da atual gestão nisso?
E se formarmos novos atletas?
O Botafogo e o Vasco não virão na Gávea para levá-los?
Eu pensava que essa diretoria azul só não entendia de futebol...
mas descobri agora...
que ela não entende é de esporte.
O tema central foi a derrocada do remo do Flamengo.
O Botafogo acaba de se sagrar tri-campeão estadual da modalidade...
mesmo só tendo 7 títulos em mais de 100 anos de competições.
O Flamengo, historicamente, sempre teve a hegemonia do remo carioca.
Agora, deixou de ser referência.
O pior foi a fala do estranho presidente Bandeira de Mello.
"Não podemos ficar brigando por atletas com Vasco e Botafogo"
Ué!... Essa não é a essência do esporte?
Depois, veio o Marcelo Vido... que tem uma linda história no basquete...
mas que não sei se consegue identificar a proa de um barco de remo...
e diz que o remo do Flamengo está muito bem, obrigado!
Se baseia no fato de que o Comitê Inglês está doando para o clube...
equipamentos modernos, para poder treinar ali para as Olimpíadas.
Qual o mérito da atual gestão nisso?
E se formarmos novos atletas?
O Botafogo e o Vasco não virão na Gávea para levá-los?
Eu pensava que essa diretoria azul só não entendia de futebol...
mas descobri agora...
que ela não entende é de esporte.
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| O Flamengo deixou de ser um Clube de Regatas? ou deixou de ser um clube vencedor? |
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